Adlène Hicheu é um argelino
naturalizado francês e que veio para o Brasil lecionar Física na Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Segundo reportagem da revista Época, ele foi
condenado em 2009 por ter participado do planejamento de atentados terroristas
na França. Agora, ele é investigado pela Polícia Federal brasileira.
De acordo com a apuração da
publicação, ele foi preso e condenado a cinco anos de detenção enquanto ainda
morava em Paris. Hicheur, ao ser preso, disse que era um “bode expiatório”. A
revista conseguiu ter acesso a 35 e-mails que foram trocados entre um
interlocutor chamado Phenix Shadow e Hicheur.
Depois de tirar uma licença da
equipe da Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês)
em Genebra, na Suíça, da qual era parte, ele foi para a casa dos pais na França.
Lá começou a frequentar um fórum de jihadistas e se corresponder com Phenix
Shadow. A polícia francesa passou monitorar Hicheur.
Quando conseguiu a liberdade
condicional, em 2012, o suspeito veio para o Brasil e conseguiu uma bolsa do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Então,
passou a ser professor visitante da UFRJ. A reportagem tentou contato com ele
dentro da Universidade, mas tudo o que ouviu foi : “Gostaria de ser deixado em
paz. Se você escrever ou falar qualquer coisa, você não imagina as
consequências para você e para mim”. Ele ainda completou: “”Esse tipo de
assunto hoje em dia não é assunto tratado de maneira analítica e com razão.
Estamos numa época de histeria. Eu decidi não falar nada só para reconstruir minha
vida”.
No Brasil ele passou a ser
investigado quando a CNN exibiu uma reportagem em 2015 feita em uma mesquita no
Rio de Janeiro. Nas imagens, um frequentador defendia os ataques ao semanário
francês “Charlie Hebdo” e, ainda, mostrou um símbolo do Estado islâmico.
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