O Ministério Público Federal (MPF)
pediu ao juiz Sérgio Moro que condene seis réus do processo que envolve
ex-dirigentes do Grupo Odebrecht às fraudes descobertas pela Operação Lava Jato
contra Petrobras. Nas alegações finais da ação penal, os procuradores pedem que
eles devolvam aos cofres públicos mais de R$ 6 bilhões.
Para os procuradores, o presidente
afastado do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht e os ex-executivos Rogério
Araújo, Márcio Faria, César Rocha e Alexandrino de Alencar cometeram crimes
como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Também é pedida a
condenação do ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque.
Segundo o MPF, essas pessoas conseguiram
desviar mais de R$ 300 milhões da Petrobras. Marcelo Odebrecht, conforme os
procuradores, comandava o esquema. “O envolvimento de empresários do Grupo
Odebrecht na organização criminosa era comandado, notadamente, por Marcelo
Odebrecht, que atuava na orientação dos demais membros e na coordenação de
todas as etapas das práticas delituosas”, aponta o MPF no texto.
Entre as provas da ligação
de Marcelo com os desvios da Petrobas, os procuradores mostram mensagens de
celular e e-mails do então presidente da empresa. Os documentos foram obtidos
durante as investigações. Em um desses e-mails, um ex-funcionário escreveu a
Marcelo sobre “um possível sobrepreço em contratação de sondas”.
Noutro trecho das alegações
finais, os procuradores dizem que em alguns e-mails, Marcelo Odebrecht “faz
referências a obras da Petrobras, demonstrando o conhecimento e envolvimento
dele nos assuntos e negócios em relação a ela”. Numa troca de e-mails, ele
orienta a outros executivos da Odebrecht sobre a tática de abordagem a
funcionários da Petrobras. “Quanto a Petrobras, precisamos ver quem é que
decide este assunto e a estratégia para influenciá-lo”, escreveu o executivo.
Braskem, Youssef e propinas
Os procuradores apontam que sob a influência de Odebrecht, o ex-diretor da Braskem – subsidiária da empreiteira e que tem sociedade com a Petrobras – participava de reuniões mensais com o doleiro Alberto Youssef e com o ex-deputado federal José Janene, morto em 2010, para tratar de repasses ao Partido Progressista (PP). Conforme os procuradores, Alexandrino de Alencar fazia depósitos nas contas indicadas pelo doleiro.
Os procuradores apontam que sob a influência de Odebrecht, o ex-diretor da Braskem – subsidiária da empreiteira e que tem sociedade com a Petrobras – participava de reuniões mensais com o doleiro Alberto Youssef e com o ex-deputado federal José Janene, morto em 2010, para tratar de repasses ao Partido Progressista (PP). Conforme os procuradores, Alexandrino de Alencar fazia depósitos nas contas indicadas pelo doleiro.
O advogado de Marcelo Odebrecht,
Nabor Bulhões, disse que o executivo não participou da prática de nenhum crime.
“Toda prova produzida nos autos é no sentido de que Marcelo Odebrecht não
participou, nem contribuiu para a prática de qualquer crime no âmbito da Lava
Jato. Nenhum delator referiu Marcelo Odebrecht, a não ser para dizer que ele é
absolutamente inocente. Com relação às testemunhas ouvidas, foram 97. Todas
[dizem que] ou não conhecem Marcelo Odebrecht ou se referem a Marcelo Odebrecht
como absolutamente estranho ao âmbito das investigações que consubstanciam a
Operação Lava Jato”, afirmou.
Suspensão do processo
Os procuradores da Lava Jato também pedem nas alegações finais que o processo seja suspenso para outros três réus envolvidos: Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco. O posicionamento é baseado nos acordos de delação premiada que eles prestaram com os procuradores. O MPF considera que os resultados obtidos com as delações deles é suficiente para que eles não precisem ser condenados nesta ação penal. Além disso, eles já foram condenados anteriormente por crimes semelhantes em outros processos da Lava Jato.
Os procuradores da Lava Jato também pedem nas alegações finais que o processo seja suspenso para outros três réus envolvidos: Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco. O posicionamento é baseado nos acordos de delação premiada que eles prestaram com os procuradores. O MPF considera que os resultados obtidos com as delações deles é suficiente para que eles não precisem ser condenados nesta ação penal. Além disso, eles já foram condenados anteriormente por crimes semelhantes em outros processos da Lava Jato.
Outro lado
Os advogados de Alexandrino de Alencar e César Rocha afirmaram que foram rebatidas todas as acusações da denúncia, apesar das inúmeras dificuldades para o exercício da defesa. Eles afirmaram ainda que as testemunhas e provas produzidas indicam um quadro totalmente diferente do mostrado pelo MPF.
Os advogados de Alexandrino de Alencar e César Rocha afirmaram que foram rebatidas todas as acusações da denúncia, apesar das inúmeras dificuldades para o exercício da defesa. Eles afirmaram ainda que as testemunhas e provas produzidas indicam um quadro totalmente diferente do mostrado pelo MPF.
A defesa de Márcio Faria informou
que ele jamais teve poderes sobre o caixa internacional da Odebrecht e que as
alegações de superfaturamento e fraude nas licitações não se sustentam. A
defesa disse que mais de 20 funcionários da Petrobras confirmaram a seriedade
das licitações.
A advogada de Rogério Araújo
afirmou que as acusações são irresponsáveis e que ele jamais tratou de questões
financeiras da empresa. Ela disse que o MPF desconsiderou quase 100
testemunhas, que confirmaram a inocência do cliente dela.
O advogado de Paulo Roberto Costa
apenas afirmou que todas as declarações do cliente foram relatadas na delação
premiada e que vai apresentar a defesa do ex-diretor da Petrobras à Justiça.
Os advogados de Renato Duque e
Alberto Youssef não foram encontrados para comentar o caso.

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