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Ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo, durante
entrevista à
Reuters, em Brasília
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O ministro da Justiça, José
Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal investigue a divulgação de
mensagens do executivo da construtora OAS José Aldemário Pinheiro Filho,
conhecido como Leo Pinheiro, publicadas nesta quinta-feira pelo jornal O Estado
de S. Paulo e que, de acordo com a publicação, indicariam suposta intermediação
a favor de petistas.
Segundo nota divulgada pelo
ministério, Cardozo pediu "imediata" abertura de inquérito em ofício
sob o argumento de que as mensagens divulgadas na reportagem do jornal nesta
quinta são protegidas por sigilo legal.
Dentre os nomes envolvidos nas
mensagens telefônicas, de acordo com a reportagem, estão os do atual ministro
da Casa Civil, Jaques Wagner, do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e
do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.
Também nesta quinta, a GloboNews informou
que o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, teria tratado em mensagens
trocadas com o executivo de doações para a campanha da presidente Dilma
Rousseff à reeleição em 2014.
De acordo com a emissora, o
executivo da OAS também afirma em mensagem enviada a outro destinatário que uma
terceira pessoa havia falado com Edinho sobre a Petros, fundo de pensão dos
funcionários da Petrobras, sem, no entanto, entrar em detalhes. Edinho foi
tesoureiro da campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff em 2014.
Em nota, Edinho afirmou que
enquanto deputado estadual em São Paulo manteve relações políticas com diversos
empresários, inclusive com Leo Pinheiro, de forma "transparente e dentro
da legalidade".
Afirmou ainda que "todas as
doações para a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em 2014,
foram efetuadas dentro da legalidade", com as contas da campanha aprovadas
pela Justiça eleitoral.
Também em nota, Wagner se disse
"absolutamente tranquilo" em relação à sua atividade política e
institucional, e disse estar à disposição do Ministério Público e demais órgãos
para esclarecimentos.
"Em tempo, manifesto meu
repúdio à reiterada prática de vazamentos de informações preliminares e
inconsistentes, que não contribuem para andamento das apurações e do devido
processo legal", acrescentou o ministro na nota.
(Por Maria Carolina Marcello; Edição
de Eduardo Simões)

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