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Em 2010, as
obras ainda em andamento foram reembaladas,
juntadas a
outras e o governo Dilma lançou o PAC 2
(Ricardo
Stuckert/Presidência)
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Enquanto o governo prepara uma
série de medidas para tentar destravar investimentos, uma espécie de 'novo
PAC', obras anunciadas ainda no primeiro, em 2007, e que já deveriam ter sido
entregues há anos, continuam inacabadas
Para tentar estimular a economia,
em meio a uma profunda recessão, o governo prepara uma série de medidas para
destravar investimentos, um plano tratado internamente como uma espécie de
"novo PAC". Mas obras anunciadas ainda no primeiro PAC, em 2007, e
que já deveriam ter sido entregues há anos, continuam inacabadas.
Levantamento feito pelo jornal O
Estado de S. Paulo mostra que, das 10 maiores obras anunciadas pelo então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Programa de Aceleração de
Crescimento, há nove anos, apenas duas, na área de petróleo, foram totalmente
concluídas. Outras três usinas de energia e uma refinaria até entraram em
operação, mas de forma parcial - e ainda estão em obras.
A maior obra anunciada em 2007, a
refinaria Premium 1, no Maranhão, com projeção de investimentos de R$ 41
bilhões, foi simplesmente abandonada, com prejuízo de R$ 2,1 bilhões para a
Petrobras.
O PAC foi lançado no governo Lula,
em tempos de bonança econômica, com o objetivo declarado de "estimular o
aumento do investimento privado e do investimento público, principalmente na
área de infraestrutura" e "desobstruir os gargalos que impedem os
investimentos", nas palavras do então ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O programa previa um total de R$
503,9 bilhões em investimentos em mais de mil projetos. Em 2010, as obras ainda
em andamento foram reembaladas, juntadas a outras e o governo lançou o PAC 2,
com projeção de investimentos de R$ 1 trilhão. No início do seu segundo
mandato, no ano passado, a presidente Dilma Rousseff disse que lançaria a
terceira fase do programa, que ainda não saiu do papel.
Apesar de ter sido criado para
destravar a infraestrutura, dados compilados pela organização Contas Abertas
mostram que, de 2007 a 2014, 34% de tudo que foi considerado investimento
dentro do PAC se referiam a financiamentos habitacionais tomados pelos cidadãos
em bancos públicos, a preços de mercado. Se incluídos os financiamentos
subsidiados do programa Minha Casa Minha Vida, essa conta chega a 40%.
No complexo de favelas do Alemão,
no Rio, onde Dilma foi batizada em 2008 por Lula de "mãe do PAC", só
53% das unidades habitacionais prometidas foram entregues. O teleférico é a
obra na região que mais chama a atenção - apesar de ter sido fechado só no ano
passado 11 vezes, em função de tiroteios.

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