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Câmera
(Foto: Bruno
Guimarães/ Arquivo Pessoal)
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Após contar história na internet,
ele encontrou família de Juiz de Fora. Câmera custou R$ 5; fotos mostram 1º
Natal de casal com filha e parentes.
Ao publicar o apelo “Procuro uma
família no Natal” nas redes sociais, o fotógrafo Bruno Guimarães, de João
Monlevade, nem imaginava o desfecho da história. Ele comprou uma câmera antiga
por R$ 5 numa feira livre, em Juiz de Fora, que continha um filme. Ao revelar,
descobriu inúmeras fotos feitas há cerca de 20 anos, inclusive o registo do
primeiro Natal de uma família.
Graças à publicação, após 2h30 de
compartilhamentos, parentes e a própria criança - atualmente uma jovem de 20
anos - o encontraram. Agora, família e fotógrafo estão combinando de se
conhecer pessoalmente para que Bruno entregue as fotos originais que foram
"perdidas" pela família de Juiz de Fora.
Para o fotógrafo, a história começou
há cerca de seis meses quando ele passou pela feira livre de domingo na Avenida
Brasil, em Juiz de Fora, encontrou a câmera Kodak Instamatic 177XF à venda por
R$ 10. "Era uma câmera muito semelhante ao modelo que meus pais tiveram
quando eu era criança, uma Kodak Instamatic 155X. E eu coleciono, tenho entre
70 e 100 máquinas. Negociei com o vendedor e ainda consegui um desconto",
explicou.
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Foto feita
há 20 anos foi encontrada em câmera comprada
em feira
(Foto: Bruno Guimarães/ Arquivo Pessoal)
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Sabendo que a câmera tinha um filme,
tomou outras providências. "Este modelo protegia bem o filme, procurei um
laboratório de confiança em Belo Horizonte e deixei para revelar. Quando as
fotos foram entregues, levei um susto. Em um filme de 24 poses tinha a história
de uma família, provavelmente do primeiro Natal de um casal com a filha. Tinha
o pai, a mãe, a filha, a tia, primos em um clube e fotos de casa", disse.
Bruno esperou chegar um scanner que havia comprado e digitalizou e tratou todas as fotos. "Como havia imagens de Natal, resolvi divulgar o apelo agora para localizar a família. Eu queria descobrir a história das fotos. Mesmo depois que atualizei explicando que achei a família, ainda tem gente compartilhando e querendo saber o desfecho", afirmou Bruno.
Fotos
perdidas
A menina nas fotos é a estudante de
Serviço Social, Luciana Gomes Cataldi, 20 anos. A jovem juiz-forana foi
apresentada às fotos da própria infância durante os compartilhamentos da
publicação de Bruno Guimarães.
"A minha tia está nas fotos e
uma amiga dela a marcou no post. Ela que me avisou. O fotógrafo também me achou
e estamos conversando. Eu mostrei aos meus pais. Estamos todos muito surpresos.
A gente não tinha essas fotos, porque ninguém sabia delas", contou.
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Foto de
casal e filha em câmera comprada em feira
(Foto: Bruno Guimarães/ Arquivo Pessoal)
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Luciana contou que a câmera era do
avô paterno e a mãe se desfez dela há alguns anos. "Ela se lembra de ter
jogado a câmera fora, porque era antiga. Mas não sabia que havia um filme lá
dentro. Ela nem está acreditando. Nunca imaginava que isso poderia
acontecer", disse.
A universitária ainda não acredita
nesta incrível recuperação de uma memória da própria infância e na repercussão
da história nas redes sociais. "As fotos foram tiradas no Clube Bom
Pastor, que fica perto de onde a gente mora. Além disso, algumas foram tiradas
na casa da minha avó. Ainda temos a mesa e o relógio que aparecem nela. Se
tornou algo muito grande, muitas pessoas me chamaram para falar delas",
afirmou.
A universitária afirmou que a
família vai deixar a câmera continuar na coleção do fotógrafo, mas aguada pelo
encontro com Bruno Guimarães. "Ele disse que quer nos encontrar, que vai
trazer as fotos impressas e vai tirar uma foto nova com todos nós para mostrar
como estamos agora", explicou Luciana Cataldi.
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Luciana
Cataldi é a criança que hoje tem 20 anos
(Foto: Luciana Cataldi/ Arquivo Pesoal)
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Bruno Guimarães confirmou que
pretende ir até Juiz de Fora para conhecer a família e entregar as fotos.
"Isso é fotografia de verdade. Isso nunca aconteceu antes. Achar
negativos, mas achar um filme que ainda tinha fotos! Um dos primos que aparece
nem me pediu o arquivo digital, ele queria uma versão revelada e como tenho
estúdio vou imprimir uma com alta qualidade para durar por muitos anos. Eu
também quero conversar com a mãe. Já prevejo que vou ficar muito
emocionado", afirmou.
E para quem se emocionou com o
desfecho da história divulgada pelo fotógrafo colecionador, ele antecipa que
novas buscas podem acontecer. "Na mesma feira, comprei outra máquina que
tem filme. Ainda não revelei para saber o conteúdo", comentou.




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