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Todos os
presos estão sendo encaminhados para a sede
da Seseg, na
Central, que conta com um forte esquema
de segurança nesta manhã.
(Foto: Maria
Inez Magalhães / Agência O Dia)
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Antigo chefe do Estado-Maior Geral
Administrativo, coronel Ricardo Coutinho Pacheco, foi preso na Zona Oeste.
Oficiais são acusados de desviar verbas de hospitais da corporação
Um esquema de corrupção na saúde,
que envolve a antiga cúpula da Polícia Militar, foi desmantelado na manhã desta
sexta-feira, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco) do Ministério Público, Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de
Estado de Segurança (SSINTE/SESEG) e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar,
com a prisão do coronel Ricardo Coutinho Pacheco, ex-chefe do Estado-Maior
Geral Administrativo, no bairro da Taquara, na Zona Oeste. Ele, e outros oficiais,
são acusados de desviar verbas de hospitais da corporação.
De acordo com a denúncia,
contratos eram feitos com documentos falsos, sem licitações, entre outras
irregularidades. Os policiais envolvidos recebiam de 5% a 10% de propina em
cima dos valores do contrato. No total são 25 pessoas denunciadas.
Também foram presos o coronel Décio
Almeida da Silva, ex-gestor da Diretoria Geral de Saúde do Fundo de Saúde da
Polícia Militar (Fuspom), outros nove PMs, uma funcionária civil da PM e nove
civis. Estão envolvidos no esquema uma supervisora administrativa do Fuspom,
sete empresários, um representante comercial e um lobista. O coronel Kleber dos
Santos Martins, ex-diretor da Diretoria Geral de Administração e Finanças
(DGAF) está foragido. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou em
inspeção em contratos por amostragem o equivalente a R$ 7,9 milhões em fraudes
entre os anos de 2013 e 2014 de verbas do fundo.
Preso nesta manhã, o lobista Orson
Welles da Cruz, tem uma página numa rede social em que ele aparece em fotos ao
lado de diversas autoridades, como o governador Luiz Fernando Pezão, o vice
Fernando Dornelles, o presidente da Alerj, Jorge Picciani, entre outros.
A denúncia aponta que o coronel
Ricardo Coutinho autorizou a compra de 75 mil litros de ácido peracético pelo
valor de R$ 4,4 milhões para o Hospital Central da Polícia Militar. No entanto,
o material nunca foi entregue pela Medical West Comércio de Produtos Médico
Hospitalares Ltda-Me. O oficial também recebia pagamentos de propina no
Quartel-General da PM, onde às vezes dormia, e em estacionamentos de
churrascarias.
As investigações também mostram
que a Comercial Feruma Ltda., responsável pela venda de material de rouparia
para o Hospital de Niterói, recebeu R$ 2,2 milhões pelo serviço, mas só
entregou 25%, o equivalente a R$ 490 mil. Outra empresa foi contratada para
fornecer 200 aparelhos de ar-condicionado aos hospitais Central e de Niterói.
No entanto, apenas 20 foram entregues, e com qualidade e especificações
diferentes do que constavam nas notas fiscais.
Os PMs vão responder por crime de
organização criminosa, crime de dispensa de licitação, crime militar de
peculato e crime militar de corrupção passiva. Os outros acusados responderão
por crime de organização criminosa, dispensa de licitação, corrupção ativa,
corrupção passiva e peculato.

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