Alair Corrêa diz que 13° pode não ser pago aos servidores de Cabo Frio | Rio das Ostras Jornal

Alair Corrêa diz que 13° pode não ser pago aos servidores de Cabo Frio

Profissionais da educação continuam em greve.
O prefeito de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, Alair Corrêa, apresentou na tarde da quinta-feira (10) propostas para os servidores municipais da educação, que estão em greve há dois dias por falta de pagamento do salário referente ao mês de novembro e do 13º. Ele também disse que o pagamento para todos os servidores não está garantido (veja no vídeo).
Uma das propostas do prefeito foi de dividir o pagamento: "Nós fazíamos o pagamento de acordo com a entrada no caixa. Entrava e nós íamos priorizando saúde, educação e ia deixando o restante para o final, para o último dia de pagamento. Aí os sindicatos então pularam, não queriam mais receber separadamente, queriam receber num dia só. Para receber num dia só, eu preciso juntar esses recursos até chegar o valor da nossa folha, que é enorme. Então eu disse 'então vai ter que ser no dia 22'".
De acordo com o prefeito, em uma reunião com os representantes do município, o sindicato preferiu voltar ao antigo esquema de pagamento dividido entre setores: "Hoje, eu vou pagar médicos plantonistas, socorristas e vou pagar terça feira, dia 15, todo o quadro da Educação".
O chefe do Executivo apontou risco de falta de pagamento do 13º: "Há o risco de não pagar, de atrasar não. Estamos trabalhando para esse dinheiro, se nós conseguirmos, acontecer antes do dia 20, que é o dia que nós temos como data legal para poder pagar o 13º salário. Se não obtivermos êxito numa negociação bancária, aí realmente nós teremos que sentar com todos os funcionários e fazer uma programação para esse pagamento para o ano que vem".
De acordo com Denise Teixeira, diretora de comunicação do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe-Lagos), a categoria não está satisfeita com as propostas apresentadas pelo município.
"Na realidade, a proposta da assembleia da categoria foi que se pagasse todos os profissionais da Educação e o 13º para poder sair da greve. Então só uma outra assembleia que pode delibrar o contrário, mas eu acho muit difícil qualquer outro posicionamento, até porque tem a total incerteza do 13º, a gente não tem a certeza do pagamento de todos os profissionais", disse.

A paralisação dos profissionais da Educação permanecerá, de acordo com o sindicato: "A greve, a princípio, continua. Amanhã nós estaremos aqui às 9h, na segunda também seguido de assembleia. A gente ainda não tem uma certeza do ano letivo. Até que realmente essa situação toda se resolva a gente está aguardando".
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