Justiça manda soltar Pantera Negra que estava há 43 anos em solitária | Rio das Ostras Jornal

Justiça manda soltar Pantera Negra que estava há 43 anos em solitária

Albert Woodfox (Foto: Reprodução/Facbook/Jackie Summel)
Albert Woodfox foi preso a passar mais tempo isolado nos Estados Unidos. Ele era um dos 'Três de Angola', condenados em 1972 por morte de guarda.
O juiz federal James Brady, de Baton Rouge, nos Estados Unidos, determinou nesta segunda-feira (8) a soltura imediata de Albert Woodfox, de 68 anos, que passou os últimos 43 deles preso em solitária. Um dos integrantes do grupo conhecido como “Três de Angola”, ele era o preso que estava havia mais tempo em um confinamento do tipo no país.
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Ao lado de Herman Wallace e Robert King, Woodfox foi condenado em 1972 pela morte a facadas de Brent Miller, um guarda carcerário branco, crime que os três sempre negaram ter cometido. Integrantes dos Panteras Negras (Black Panthers), grupo radical que lutava pela causa dos afroamericanos, os três foram condenados ao isolamento.
King foi libertado em 2001, após 29 anos na prisão, e Wallace foi solto por motivos humanitários no dia 1º de outubro de 2013. Já bastante debilitado por um câncer de fígado, ele morreu três dias depois.
Em novembro do ano passado, a condenação de Woodfox foi revista e em abril deste ano seu advogado entrou com um pedido para sua libertação imediata. No dia 17 do mesmo mês, a Anistia Internacional lembrou que naquela data fazia 43 anos que Woodfox havia sido conduzido à solitária.
Os "Três de Angola" eram assim chamados pelo nome da prisão em que ficaram presos. O local era conhecido pelo racismo de seu pessoal e foi construído em uma antiga plantação na qual trabalharam escravos procedentes desse país da África austral.
Segundo matéria publicada em novembro de 2014 pelo "NY Times", Woodfox passava 23 horas por dia sozinho em sua cela - 23 horas e 45 minutos nos finais de semana - e também fazia todas as refeições sem companhia, além de não ter autorização para participar de atividades educacionais ou religiosas na prisão. Suas visitas eram "extremamente limitadas".

Em um relatório de 2006, a juíza Docia Dalby diz que as quatro décadas de confinamento tinham "durações tão além dos limites que esta corte não encontrou nada remotamente comparável nos anais da jurisprudência americana".
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