Se aprovado
projeto, porte de arma branca será considerado infração com multa
A Alerj
(Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) vota nesta terça-feira (2), em
regime de urgência, projeto de lei que proíbe o porte de armas brancas no
Estado do Rio de Janeiro.
De acordo
com o texto do projeto, “fica proibido o porte de facas, punhal, e similares
com lâminas maiores de 10 centímetros em todo o território do Rio, salvo em
circunstâncias que justifiquem o uso desses objetos”.
Segundo o
autor da proposta, Geraldo Pudim (PR), se aprovado o projeto, porte de arma
branca será considerado infração com multa que pode variar entre 20 e 200 UFERJ
(R$ 2.400 a R$ 24 mil) a critério da autoridade policial.
— Espero que
o projeto seja aprovado sem grandes dificuldades. O PL 435 além de criar o ato
de infração para porte de armas brancas também cria o amparo legal para que a
autoridade policial possa conduzir o infrator à delegacia para uma apuração
mais profunda, visto que o secretário de Segurança Pública vem justificando a
não ação das forças de segurança por falta de amparo legal.
A última
vítima da recente onda de crimes com facas no Rio de Janeiro foi o estudante
Pedro Artur Britto Santa Cruz, de 18 anos. O jovem foi esfaqueado dentro do
trem, na zona norte do Rio, no último sábado (30). Ele foi socorrido no
Hospital Salgado Filho e apresenta estado de saúde estável.
No entanto,
o caso mais grave registrado foi o do médico Jaime Gold. Ele foi morto durante
assalto, no dia 19 de maio, quando pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Roubo de bicicletas
A Alerj
também vota hoje o projeto de lei que cria um sistema estadual contra o roubo e
comércio ilegal de bicicletas. Caso seja aprovado, o PL 444/15 será enviado
para a sanção do governador Luiz Fernando Pezão.
O projeto
tem nove artigos, prevê a tipificação do crime de roubo de bicicletas nos
boletins de ocorrência, para subsidiar estatísticas, e a criação de um cadastro
estadual de bicicletas recuperadas. A proposta incluiu também o estímulo à
identificação de bicicletas pelos proprietários e a obrigatoriedade das lojas
fornecerem a nota fiscal com o número de série dos equipamentos.
De autoria
dos deputados Martha Rocha (PSD) e André Ceciliano (PT), a proposta uniu
projetos dos dois parlamentares com sugestões feitas pelo presidente da
Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio, Rafael Pazos, em encontro
realizado na Alerj.

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