Defesa Civil descartou risco de
desabamento. Segundo a Defesa Civil, todas as unidades do prédio foram
danificadas.
Uma forte explosão causou a
destruição de apartamentos em um prédio da Rua General Olímpio Mourão Filho, em
São Conrado, na Zona Sul do Rio, por volta das 5h40 desta segunda-feira (18).
Vários apartamentos foram danificados e quatro pessoas ficaram feridas — uma
foi encaminhada para o hospital e três atendidas no local pelos bombeiros. A
vítima encaminhada ao hospital foi o
alemão Markos B. Maria Muller, de 51 anos, morador do apartamento onde
aconteceu a explosão, que foi encaminhado para o Hospital Miguel Couto, no
Leblon. Bombeiros ainda procuravam por outras vítimas por volta das 10h30.
O edifício tem 19 andares e 72
apartamentos. A área foi isolada e bombeiros dos quartéis da Gávea e de
Copacabana trabalhavam no local. Pedaços de concreto, de janelas e madeiras
ficaram espalhados até por edifícios vizinhos. O Globocop flagrou também
vazamento de água. Lojas ao redor do prédio ficaram danificadas.
Segundo o subsecretário de Defesa
Civil, coronel Márcio Motta, tudo indica ter sido uma explosão provocada por
gás. Às 8h45, o engenheiro da Defesa Civil, Daniel Guerra, descartou o risco de
desabamento.
"A nível de estrutura
integral do edifício não há risco de desabamento. Com o impacto, as lajes entre
os pavimentos são muito finas então algumas tiveram colapso parcial. Então tem
muito peso em cima das lajes onde elas foram depositadas. Então primeiro tem
que ser retirado todo esse entulho, demolir essas lajes que romperam e ainda
estão penduradas. Vai levar um tempo, peço um pouco de paciência",
solicitou Daniel Guerra.
Segundo Motta, o prédio foi
evacuado para a segurança dos moradores. Eles desceram com documentos,
pertences mais importantes e animais de estimação.
Segundo os moradores, a explosão
teria ocorrido no 10º andar, onde mora um alemão, que seria um dos feridos
levados para o hospital. "Quando eu desci ele já tinha sido levado",
contou uma moradora. O síndico do edifício afirmou que as vistorias e os laudos
do prédio estão em dia.
Uma base foi montada no prédio ao
lado para receber os moradores do edifício atingido pela explosão. O local será
usado para passar as informações dos trabalhos dos bombeiros e da Defesa Civil.
Segundo a Secretaria Municipal de
Saúde (SMS), um homem de 51 anos deu entrada no Hospital Miguel Couto com
queimaduras de segundo grau nos braços e nas pernas. Ainda segundo a SMS, ele
estava lúcido, muito agitado e passava por uma avaliação médica.
Moradores assustados
O ator da TV Globo Mouhamed
Harfouch mora há seis anos em frente ao prédio que explodiu. Segundo ele, o
deslocamento de ar foi muito grande.
"Foi muito assustador, você
não entendia o que estava acontecendo. Você ouviu a explosão, mas o barulho não
terminava. Eu fui ao meu banheiro, um cheiro de queimado, os vidros da janela
do banheiro todos quebrados. O meu play está todo acabado. Eu só falei: 'Amor,
pega a nossa filha e sai para a escada'", relatou o ator ao Bom Dia Rio.
Segundo uma moradora do prédio
vizinho, Mariana Ruopp, a explosão foi muito forte e os moradores acordaram
assustados. "Foi muito alto, o prédio é perto do meu. O meu apartamento
ficou com as portas empenadas", contou ao G1.
Outra moradora do prédio vizinho,
Eleonora Martins, afirmou que o barulho foi ensurdecedor. Ela contou também que
algumas janelas da sua casa foram quebradas por causa da explosão. O forte
barulho foi tão forte que os moradores da Rocinha também relataram o estouro
nas redes sociais.
A estudante Renata Gonçalves, que
mora no prédio onde houve a explosão, contou que estava no quarto, dormindo e
acordou assustada com os vidros da janela caindo em cima dela.
“Não sei como não me feri. Meu
quarto está todo destruído. Saí, peguei meu chinelo. Começaram a falar que era
para descer na hora. Um vizinho bateu na porta falando para pegar as coisas
mais importantes e descemos. Não sabia o que era mais importante, entrei em
desespero e desci de camisola mesmo. Peguei minha bolsa, com meus documentos,
celular e carregador e desci correndo, contou a estudante.
Espantada com tamanha destruição
por todos os andares do edifício, ela chegou a pensar que poderia ser a obra do
metrô que acontece em frente ao prédio e temeu que o prédio estivesse caindo:
“Foi desesperador”, afirmou.
De acordo com José Alencar, que
mora no 17º andar, diversos apartamentos foram danificados. "Foi horrível,
um cenário de guerra. Fui pegar o elevador e o elevador caiu. Cheguei no 10º
andar e não tem 10º andar e você começa a entrar em pânico. Enfim, cenário de guerra. Eu não sei nem como
está a garagem, mas a portaria está destruída. O meu maior temor é sobre a
estrutura do prédio. Na hora que deu a explosão, ele não só abalou como ele deu
uma recuada para baixo. Tem que fazer um parecer para saber se vamos voltar ou não voltar.
Temos que saber se esse bicho vai sair ou não", disse José Alencar.
O prefeito Eduardo Paes foi para o
prédio atingido pela explosão para acompanhar os trabalhos do Corpo de
Bombeiros. De acordo com as primeiras informações, Paes confirmou a chance da
explosão ter sido provocada por um vazamento de gás. "Isso tem que ser
investigado e apurado", afirmou.
Interdição do trânsito
O Centro de Operações da
Prefeitura do Rio informou que estava interditada a Rua General Olímpio Mourão
Filho, na altura do numeral 30, em São Conrado, para ação do Corpo de
Bombeiros. Por volta das 9h havia retenção na região. Agentes da CET-Rio
estavam no local para orientar os motoristas.
Fonte: G1

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