Cinco prédios pegaram fogo na área
da Saara, que reúne prédios históricos.
Levantamento da Defesa Civil do
Município do Rio, realizado a pedido do G1, aponta que entre 2010 e 2015, 108
imóveis localizados na região do Centro da cidade, que concentra a maioria dos
imóveis tombados (incluindo ruas da Gamboa e Saúde), foram vistoriados após serem
atingidos por incêndios como o que ocorreu nesta quinta-feira (7), em cinco
prédios do comércio popular da Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da
Alfândega (Saara).
"O Centro é uma área muito
sensível. São prédios do Rio Antigo, tombados e preservados. Muitos são de uso
misto, usados como residências e muito comércio. Por isso, o risco",
explicou o subsecretário de Defesa Civil do município, coronel Márcio Mota.
De acordo com a Defesa Civil, nos
quatro primeiros meses deste ano, já foram feitas nove vistorias em imóveis
atingidos por incêndios. Em 2010, os agentes da Defesa Civil fizeram 15 atendimentos. No ano seguinte,
houve um aumento de casos: 22 chamados. Já em 2012, eles receberam 14 chamados.
Em 2013, o número quase duplicou, passando para 26 atendimentos. No ano
passado, a Defesa Civil municipal avaliou 22 casos.
Todos os prédios da Saara estão
incluídos no Programa de Preservação do Corredor Cultural , segundo o Instituto
de Patrimônio do Rio. No incêndio desta quinta, três prédios localizados na Rua
da Alfândega, foram os mais atingidos. O que ficava no número 325 caiu durante
o combate às chamas.
O vizinho, número 327, foi
demolido por equipes da defesa civil por oferecer riscos e o terceiro,
localizado no 329, teve um desabamento interno e a fachada foi escorada após os
técnicos avaliarem que não oferecia problemas. Na Rua Senhor dos Passos, os
imóveis 240 e 238 estão interditados por causa do desabamento do telhado e por
alagamento em parte da rede elétrica.
As causas do incêndio que atingiu
as cinco lojas na Saara na quinta-feira ainda não foram divulgadas pelo Corpo
de Bombeiros. O G1 entrou em contato com a corporação para solicitar um
levantamento sobre o número de chamados para atender incêndios no Centro do
Rio. Até a publicação desta reportagem, o material não tinha sido enviado.
Os prédios que mais sofreram
pertenciam à empresa Caçula, que comercializa produtos nas áreas de papelaria,
tecidos, aviamentos, desenho e pintura, há mais de 30 anos. Em março de 2013, a
empresa teve a loja da Rua Buenos Aires totalmente destruída por um incêndio. A
unidade foi demolida e após reconstrução será reaberta.
O coronel Mota explicou que nem
sempre os bombeiros são chamados para atuar em todas as ocorrências de
incêndios. A convocação é feita pelo Corpo de Bombeiros quando o imóvel oferece risco de queda e para
edificações vizinhas. Os casos atendidos pelo órgão são notificados para a
Secretaria de Urbanismo, responsável pelos procedimentos para recuperação e
reconstrução dos imóveis atingidos.
O Centro é uma área muito
sensível. São prédios do Rio Antigo, tombados e preservados. Muitos são de uso
misto, usados como residências e muito comércio. Por isso, o risco."
Subsecretário de Defesa Civil do
município, coronel Márcio Mota
Mota disse que não é somente a área do Centro da cidade
que requer atenção da Defesa Civil. "Temos uma preocupação com a Zona Sul,
com Copacabana, onde os prédios são mais antigos, muito altos e onde vivem
muitos idosos. E na Zona Norte, nos
preocupamos com as favelas que são regiões carentes e ainda existe um
desconhecimento sobre o perigo de um botijão de gás ou ligações elétricas
clandestinas", disse.
O gerente de marketing da Caçula,
Roberto Santos, disse que 100 funcionários das lojas atingidas pelo incêndio
nesta quinta foram realocados em outras unidades. Santos afirmou ainda que o
estabelecimento tinha instalações novas. "Essa loja que foi atingida é
nova, toda a infraestrutura do prédio é nova. A parte hidraúlica, elétrica,
tudo era novo. Nós fazemos uma manutenção frequente, temos feito avaliações.
Vamos aguardar o trabalho dos bombeiros agora", afirmou.
A Associação de Lojistas disse que
é preciso melhorar a segurança dos prédios. " Existem vários projetos de
revitalização, agora esses projetos precisam ser colocados em prática",
disse o Luiz Antônio Bap, diretor de comunicação da Saara.
As causas do incêndio que atingiu
as cinco lojas na Saara na quinta-feira ainda não foram divulgadas pelo Corpo
de Bombeiros. O G1 entrou em contato com a corporação para solicitar um
levantamento sobre o número de chamados para atender incêndios no Centro do
Rio. Até a publicação desta reportagem, o material não tinha sido enviado.
Fonte: G1

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