Cinco dos 23 ministros deixarão
definitivamente o governo.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, concretizou nesta segunda-feira (11)
a anunciada mudança de ministros, que significou a saída de seu chefe de
gabinete e pela primeira vez desde o retorno à democracia do titular do
ministério da Fazenda.
"Hoje é hora de dar um novo
impulso à qualidade de governo", disse a presidente ao revelar os nomes
dos ministros excluídos do gabinete e dos que os sucederão, em uma tentativa de
superar a crise de confiança que seu governo vive após uma série de escândalos
de corrupção.
Cinco dos 23 ministros que formam
o gabinete com o qual Bachelet iniciou seu segundo mandato em março de 2014
deixarão definitivamente o governo, enquanto outros quatro foram transferidos
para outras pastas.
Bachelet decidiu remover seu chefe
de gabinete, Rodrigo Peñailillo, que com apenas 41 anos era há mais de uma
década um de seus colaboradores mais próximos, a ponto de ser considerado seu
filho político.
Peñailillo será substituído por
Jorge Burgos, que atuava até o momento como ministro da Defesa Nacional.
Em um fato inédito desde o retorno
à democracia após a ditadura de Augusto Pinochet, em 1990, Bachelet resolveu
mudar o ministro da Fazenda, Alberto Arenas, que foi substituído pelo até agora
diretor do Banco Estado, Rodrigo Valdés.
A presidente havia ratificado na
quinta-feira em seu cargo o chanceler Heraldo Muñoz.
A presidente socialista informou
na última quarta-feira que havia pedido a renúncia de todos os seus ministros,
em um golpe de autoridade para tentar superar a crise de confiança em seu
governo após uma série de escândalos de corrupção, incluindo um que tem seu
próprio filho como protagonista.

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