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Mohammed, da
Síria, é um dos sobreviventes do
naufrágio de
um barco no Mediterrâneo (Foto: BBC)
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Mohammed diz que viagem em barcos
é 'única saída' para chegar à Europa; embarcação afundou após bater em pedras
na costa grega, matando 3.
Noventa sobreviventes do naufrágio
de um barco que levava imigrantes estão abrigados num prédio da Guarda Costeira
na ilha grega de Rodes.
A embarcação em que viajavam bateu
nas pedras antes de afundar no Mediterrâneo, deixando três mortos. Eles vieram
de países em conflito na África e no Oriente Médio.
Mohammed, da Síria, é um dos
sobreviventes. Foi a quarta vez que ele tentou cruzar da Turquia para a Grécia.
Disse ter pago o equivalente a mais de R$ 7 mil pela travessia, de cerca de 16
km.
"Paguei isso por esse
barco... ruim", disse ele.
"Não temos outra maneira de
chegar aqui. Me dê outra maneira. Se você pedir por um visto, você é rejeitado."
"Eu tentei uma vez o visto
americano. Não consegui. Foi rejeitado. E para a Europa é a mesma coisa. Eu
posso apresentar tudo o que eles pedirem. Eles vão rejeitar".
Dois homens acusados de bater o
barco contra as pedras foram presos. Eles podem ser condenados à prisão
perpétua.
O advogado disse que eles também
eram refugiados e que assumiram o barco quando o capitão fugiu.
Sobreviventes dizem que centenas
de outras pessoas aguardam na Turquia para fazer a travessia. Para eles, a
única maneira de impedir que novos imigrantes façam a travessia é garantir, de
alguma maneira, melhores condições na região.

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