Em relação ao desempenho individual, mais da metade dos alunos de 3,9 mil escolas tiveram nota inferior a 500 - nota mínima exigida para que o aluno obtenha o certificado de conclusão do ensino médio.
Em todo o
país, 4,9 mil escolas tiveram média abaixo de 500 na nota da redação do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013. Elas representam pouco mais de um
terço (33,87%) do total de 14,7 mil escolas. Com essa nota, tais instituições são classificadas no nível 1, o
mais baixo, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova.
Em relação
ao desempenho individual, mais da metade dos alunos de 3,9 mil escolas tiveram
nota inferior a 500 - nota mínima exigida para que o aluno obtenha o
certificado de conclusão do ensino médio. A nota máxima é 1 mil.
Na outra
ponta, apenas 16 escolas tiveram 800, ou mais, na média da nota da redação, o
que corresponde ao nível 5, o maior na escala do Inep. No total, 9,1 mil
escolas tiveram alguma porcentagem de estudantes no nível 5. Apenas 39 tiveram
mais da metade dos alunos nesse nível.
A redação
é a única parte do exame em que os alunos têm de escrever. As demais provas são
de múltipla escolha. Em 2013, o tema da redação foi Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil.
A correção da prova de redação avalia cinco competências: domínio da norma padrão da língua escrita; compreensão da proposta de redação; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação; elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitados os direitos humanos.
A correção da prova de redação avalia cinco competências: domínio da norma padrão da língua escrita; compreensão da proposta de redação; capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários à construção da argumentação; elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitados os direitos humanos.
Neste ano,
o Inep acrescentou novos componentes na divulgação das notas, o nível
socioeconômico e a formação docente. Além da média dos 30 melhores estudantes
da instituição.
Nas
escolas em que mais da metade dos estudantes ficou no nível 1, a maior parte
dos alunos têm nível socioeconômico médio baixo ou médio. Esse indicador é
calculado a partir do nível de escolaridade dos pais e da posse de bens e
contratação de serviços pela família dos alunos.
Para o
presidente do Inep, Francisco Soares, de modo geral, os resultados são
semelhantes aos de anos anteriores. “A seleção tem excelentes alunos e tem
alunos com baixo desempenho, como em qualquer levantamento. O que existe de
novo é que estamos qualificando [os resultados].”
Segundo
ele, o nível socioeconômico é importante para que posam ser desenvolvidas
políticas para melhorar o aprendizado. “Isso é reflexo da desigualdade da
sociedade brasileira, os alunos trazem mais ou menos de casa, e a nossa escola
ainda dá conta de compensar as exclusões que a sociedade criou.”
O censo
mostra que há 25.909 escolas com pelo menos um estudante no ensino médio. Para
a divulgação dos resultados, foram consideradas as escolas com, no mínimo, dez
alunos concluintes do ensino médio participantes do Enem em 2013 e que tiveram,
no mínimo, 50% dos estudantes fazendo o exame. Ambas as informações são
baseadas no Censo Escolar 2013.
O Enem de
2013 foi feito por mais de 5 milhões de estudantes em todo o país. As notas são
usadas para ingresso em instituições públicas, participação em programa de
intercâmbio, obtenção de bolsas e financiamento em instituições privadas e
também para certificar o ensino médio.
Fonte: Agência Brasil

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