Final reúne quase 90 atletas
Rio das Ostras foi cenário de uma das principais competições do
paraesporte nacional neste fim de semana. Pela segunda vez, a cidade recebe a
etapa final da Copa Brasil de Paraciclismo. Quase 90 ciclistas disputaram as
provas de resistência e contra-relógio. Rio das Ostras foi bem representada
pelo atleta Heraldo de Oliveira, na categoria H4, de handbike, e por Tadeu
Júnior e Eduardo Almeida na bicicleta dupla (Tandem). Em sua estreia no
brasileiro, Tadeu, que tem deficiência visual, e seu guia, Eduardo, já subiram
ao pódio, conquistando a terceira colocação da categoria.
A cidade recebeu atletas de diversos estados do Brasil, como Roraima,
São Paulo, Alagoas, Ceará, Pará, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Santa Catarina,
entre outros. No grupo estavam supercampeões como Lauro Chaman, que venceu a
prova de domingo e ficou com o primeiro lugar geral na Copa Brasil, na
categoria C5, a mais veloz entre todas.
“É muito gratificante ver o paraesporte ganhando expressão no País.
Melhor ainda ver os municípios, como Rio das Ostras, apoiando nosso esporte, o
que possibilita que os atletas locais participem das competições”, disse Lauro,
que comete por Santos/SP.
De alto nível técnico, Lauro também participa de provas regulares entre
ciclistas sem deficiência e foi vice-campeão mundial de circuito de
paraciclismo de estrada, nos Estados Unidos. Ele elogiou o apoio de Rio das
Ostras ao paraesporte. “A gente vê que a cidade prestigia o esporte de
verdade”, completou o campeão brasileiro de 2014. Lauro nasceu com uma
deficiência no pé e tem uma das pernas atrofiadas. Ele venceu a Copa Brasil por
desempate técnico, ficando Soelito Gohr, também de Santos, em segundo na C5.
ESTREIA - E são todas histórias de superação. De Rio das Ostras, o
jovem Tadeu Júnior abraçou o ciclismo como uma das formas de enfrentar as
limitações da deficiência visual. E vai longe. Aos 18 anos, estreou na Copa
Brasil guiado por Eduardo Almeida, pedalando uma bicicleta Tandem, e a dupla já
conquistou o pódio da prova da contra-relógio desta etapa. Eles participaram do
Audax três vezes e treinam juntos há três anos.
“Foi uma superação. Nunca imaginei que conquistaríamos o pódio já na
primeira vez. O importante é nunca desistir diante das dificuldades. Agora
vamos rumo a mais medalhas!”, fala empolgado.
Nessa categoria, a dupla ficou atrás de Alírio Seidler e Edson Rezende,
em primeiro, e Alvacir Silva e Marcelo Scognamillo, em segundo, na etapa.
CATEGORIAS - Os atletas disputaram em 15 categorias. Ciclistas com
tetraplegia e paraplegia competem com as handbikes (bicicletas movidas pelos
movimentos das mãos) nas categorias H1, H2, H3 e H4. Os triciclos (T1 e T2) são
destinados aos que têm dificuldade de equilíbrio. Pessoas amputadas, de membros
superiores ou inferiores, com ou sem prótese, utilizam as bikes (categorias C1,
C2, C3, C4 e C5). Quanto maior o número da categoria, maior é o potencial
funcional e menor a limitação do atleta. Os deficientes visuais utilizam as
bicicletas Tandem, de dois lugares, e contam com atletas guias.
CIDADE BIKE – O secretário de Esporte e Lazer, Alberto Moreira Jorge, e
o subsecretário, Raphael Thuin, estiveram presentes e entregaram medalhas aos
vencedores. O apoio do Município a eventos ciclísticos importantes como a Copa
Brasil de Paraciclismo faz parte do Projeto Rio das Ostras Cidade Bike, que
busca incentivar o uso da bicicleta e firmar a cidade no cenário esportivo
nacional.
A prova é uma realização do Comitê Paralímpico Brasileiro, em parceria
com a Confederação Brasileira de Ciclismo e da Federação de Ciclismo do Estado
do Rio de Janeiro – Fecierj. A Copa tem apoio do Ministério dos Esportes e da
Prefeitura de Rio das Ostras.

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