Protetores de
animais foram acionados e resgataram alguns cães.
Ataques
deixaram uma pessoa com ferimentos graves.
Protetores dos
animais se reuniram para resgatar cerca de 12 cães que promoveram ataques a
moradores e turistas que frequentaram a praia de Enseada das Gaivotas, em Rio
das Ostras, na Região dos Lagos do Rio, nas duas últimas semanas. O animais,
segundo protetores e vizinhos, são de uma casa que está trancada, sem água e
comida. O proprietário, de acordo com os relatos, estaria foragido do local.
Uma das vítimas
do ataque é João Batista Lopes Ferreira, de 46 anos. Ele foi atacado no último
sábado (6), quando visitava a praia. João sofreu escoriações pelo corpo e uma
lesão grave no braço direito, sendo socorrido e encaminhado para o Pronto
Socorro de Rio das Ostras, onde recebeu os primeiros socorros. Agora ele está
internado em um hospital particular de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio
Fernando
Coelho, de 53 anos, contou que também foi atacado na última semana por 12 cães.
Ele relatou que foi surpreendido quando fazia uma corrida matinal, como de
costume. O morador disse que foi salvo por um vizinho que passava pelo local no
momento em que os cães estavam sobre ele.
"Se não
fosse por um vizinho que pegou um pedaço de pau estaria morto. Estava correndo,
como faço todas as manhãs, quando fui perseguido. Tentei correr para o mar, mas
cai com metade do corpo para fora da água. Eles morderam minhas pernas, costas,
coxas e nádegas", relembrou.
Fernando
comentou que está se recuperando das lesões pelo corpo, mas que não guarda
raiva dos cães, que segundo ele, são vítimas.
"Não tenho
mágoa ou raiva dos cães. Eles são de uma casa e estão abandonados. Espero que
os resgatem de lá, que sejam tratados, medicados, alimentados e que encontrem
um lar onde recebam carinho", pontuou.
Uma equipe de
protetoras animais estiveram na casa onde os animais foram abandonados. Seis
cães, que segundo as protetoras, lideravam a matilha e se apresentavam mais
agitados, foram recolhidos e encaminhados para o Programa de Saúde e Bem-Estar
Animal (PSA). Lá eles serão medicados, castrados e serão ressocializados para
então serem colocados para adoção.
"Os chefes
da matilha foram recolhidos pelo PSA. Ontem quando chegamos no local
encontramos animais medrosos. Com fome, sede e precisando de ajuda. Nosso maior
medo é as pessoas fazerem justiça com as próprias mãos, pois há nas redes
sociais uma incitação ao ódio por esses animais. O PSA ficou de mandar um
veterinário hoje para uma avaliação. Vamos precisar de adoções para esses
animais ou de lares temporários", explicou Adriana Magalhães, uma das
protetoras.
A Prefeitura de
Rio das Ostras informou que desde o final de semana a equipe do PSA está indo
ao local duas vezes por dia para monitorar os animais e levar alimento.
Fon

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!