Equipe do Programa Estadual de Transplante
realizou esta semana curso básico de qualificação de servidores de Saúde
Em fevereiro
deste ano, o Hospital Municipal de Rio das Ostras realizou a primeira captação
de órgãos para doação, a partir do ato de solidariedade da esposa de um
paciente que teve morte encefálica. Essa pode ter sido a primeira de outras
oportunidades de salvar vidas.
A pedido da Secretaria Municipal de Saúde,
técnicos do Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (PET) estiveram
na última semana na cidade, capacitando servidores da rede municipal sobre as
etapas da doação e captação de órgãos até o transplante.
O encontro
aconteceu no Hospital Municipal, reunindo cerca de 20 profissionais. Ministrado
pela assistente social do Programa Estadual, Priscila Paura, e pelo médico
Sandro Montezano, o Curso Básico de “Processo Doação-Transplante” tratou das
especificidades de todo o processo, desde a doação até transplante. Os
especialistas também falaram sobre aspectos técnicos da morte encefálica e da
avaliação do potencial doador de órgão e tecido para o transplante. Eles ainda
informaram sobre o acolhimento, que inclui a entrevista familiar.
Para que o
Município seja incluído na rede de captação é preciso contar com uma unidade de
saúde com um leito de ventilação mecânica (que permita manter o organismo
funcionando por aparelhos) e pessoas qualificadas para identificar e fazer o
contato junto ao Programa de Transplante.
“No início
deste ano, o trabalho da nossa equipe possibilitou a doação de órgãos de um
paciente que veio a óbito na UTI do Hospital. A qualificação dos profissionais
de saúde inclui o Município na rede de captação, ampliando o número de novos
doadores no Estado e no País. Isso significa mais esperança para aqueles
pacientes que aguardam na fila do transplante”, disse a secretária de Saúde,
Ana Cristina Guerrieri.
CURSO – Participaram da qualificação,
médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos, que atuam no Hospital,
UTI e atendimento de emergência, além de profissionais do laboratório e
administrativo da Rede Municipal de Rio das Ostras.
Os profissionais de saúde entenderam melhor
como acontece a doação de órgão no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro,
inteirando-se de alguns aspectos legais, éticos e técnicos do diagnóstico de
morte encefálica.
De acordo
com o médico Sandro Montezano, de 100 internações realizadas na rede de saúde, cerca de 10% a
14% evoluem para morte cerebral. Esses pacientes poderiam vir a salvar outras
vidas, se mais hospitais contassem com equipes capacitadas para promover, a
tempo, a comunicação entre o Programa de Transplantes e os familiares.
O médico
ressalta que já houve um avanço na
captação de órgãos no Estado do Rio de Janeiro, fruto do trabalho que vem sendo
realizado nos hospitais e que também tem resultado na sensibilização de mais
familiares. “É necessária muita habilidade no primeiro contato com a família do
possível doador que vive um momento de dor”, completa Montezano.
O Estado do
Rio de Janeiro atingiu a segunda posição nacional em captação de órgãos, de
acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. O Programa
Estadual de Transplantes registrou 124 doações e 305 transplantes realizados
este ano. No ano passado, foram 225 doadores. Mais informações podem ser
obtidas pelo site www.transplante.rj.gov.br ou pelo Disque-Transplante: 155, telefone
pelo qual o Programa também recebe informações sobre possíveis doadores.

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