Degradação do Rio Macaé está cada vez mais visível | Rio das Ostras Jornal

Degradação do Rio Macaé está cada vez mais visível

Despejo de esgoto in natura e descarte irregular comprometem cada vez mais o principal recurso hídrico da região.

Há décadas, o Rio Macaé vem lutando pela sobrevivência em especial na tão conhecida Capital do Petróleo. Apesar de ser um importante recurso hídrico responsável por abastecer diversos municípios, ele está se tornando um rio contaminado por efluentes. Na edição de ontem, publicamos uma matéria sobre o assoreamento e a falta de chuva que tem contribuído para o assoreamento do rio, assim como ações de destruição do próprio homem. 

Além de não contar mais com suas áreas de alagamentos fundamentais para o armazenamento de água da chuva, o rio continua recebendo despejo de efluentes e descarte irregular. A sua degradação está cada vez maior e mais visível aos olhos de quem passa por ele. Somados aos dejetos que recebe diariamente, o Rio Macaé também recebe outros tipos de resíduos descartados de maneira irregular, como pneus, garrafas pet, restos de móveis, tecidos, ferros, entre outros, que são desembocados no mar, na Praia da Barra, que é considerada uma das mais poluídas da cidade. 

E quando o nível dele está baixo, é possível perceber as manilhas despejando os efluentes, a sujeira e também alguns pontos já assoreados.

Apesar de ser o Rio responsável por todo abastecimento da cidade, estudos realizados por profissionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira / Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambinetal (Nupem) apontam alguns indicadores ambientais de contaminação, como alto índice de coliformes fecais e amônia, assim como substâncias encontradas em derivados de petróleo. Situações que poderiam ser evitadas se o município contasse com sistemas de saneamento e equipamentos para coleta de óleo de barco nas margens do canal, projeto este que já existiu, mas que atualmente está desativado. 

Recentemente o gerente da Regional Litorânea-Norte da Cedae, Fernando Arruda, ressaltou que o crescimento da cidade é atípico, com tantas empresas que se instalam no município, e que se o número da população aumenta, a demanda da Cedae aumenta consideravelmente. "Temos que atender toda a população, além das empresas. Por isso a Cedae, estuda as futuras demandas e se prepara para melhor atender a todos", declarou.

Ele lembra ainda que com a chegada da primavera e verão, o nível de consumo pela população tende a aumentar, o que pode ocasionar uma sobrecarga e falta de água tendo em vista que, além do clima quente, o país está vivendo uma estiagem, que gera um baixo nível nas águas dos rios e também afeta, de uma forma geral, o abastecimento. 

O Rio Macaé compreende cerca de 1766 km² e abrange grande parte do município de Macaé e parcelas dos municípios de Nova Friburgo, onde estão localizadas as nascentes, e de Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Conceição de Macabu e Carapebus sendo que, aproximadamente, 82% da superfície da bacia está no município de Macaé.

Segundo especialistas, a recuperação desse importante ecossistema está nas mãos do poder público e da população. "O município precisa parar com os aterros pela cidade, em seguida preservar as nascentes do Rio na Região Serrana através da criação de Unidades de Conservação. É preciso preservar a mata que ainda existe e recuperar as áreas degradadas", enfatiza o professor, cientista e diretor do Nupem, Francisco Esteves.

Fonte: O Debate


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