Os
poucos locais existentes na região central estão deteriorados e superlotado.
Considerado
um dos melhores meios de transporte, a bicicleta é uma alternativa que
contribui para a redução de emissão de gases tóxicos no meio ambiente, traz
benefícios para a saúde e não tem muitos gastos financeiros.
Além
disso, ela pode ajudar a melhorar a questão da mobilidade urbana. Ampliar a
quantidade de ciclovias é uma forma de estar mantendo a segurança dos ciclistas
e incentivando cada vez mais o uso da bicicleta.
Diante disso, a prefeitura vem implantando o Plano Cicloviário de Macaé. O município é o terceiro do estado a aderir ao programa "Rio - Estado da Bicicleta", criado pela secretaria Estadual de Transporte.
Essa
iniciativa tem como objetivo proporcionar à população uma infraestrutura capaz
de garantir o desenvolvimento da mobilidade alternativa de forma consciente e
segura, incentivando cada vez mais o uso da bicicleta.
Mas não basta investir apenas em ciclovias/ciclofaixas, também é preciso disponibilizar locais específicos para bicicletas, os chamados bicicletários. Um dos pontos que carece disso é a região central da cidade. Na manhã desta terça-feira (16), a nossa equipe de reportagem percorreu algumas ruas do Centro e fez alguns flagrantes da falta desses espaços.
Os
poucos bicicletários que ainda resistem ao tempo estão superlotados, não dando
conta da demanda. Um deles fica situado próximo ao Calçadão. Sem ter onde
deixar a sua bicicleta, muita gente acaba confessando que prefere utilizar
outros meios de transporte, como o ônibus e o carro.
"Não temos bicicletários, mas sim pedaços do que restou deles. Estão investindo em ciclovias, o que é ótimo, mas é preciso disponibilizar lugares para deixar as bicicletas. Eu rodo a cidade toda com a minha e posso dizer que é difícil de encontrar lugares específicos para isso. Quando você acha, estão muitas vezes superlotados e em péssimas condições. Dependendo da situação, eu acabo deixando a minha biciccleta presa em algum poste ou outro lugar, mesmo sendo proibido", conta José Ricardo.
Vale ressaltar que o Art. 180 da Lei Complementar 079/2007, que institui o Código de Atividades Econômicas e de Posturas, diz que é proibida a utilização dos logradouros e passeios públicos para estacionar veículos de qualquer espécie.
Outra situação que desanima muita gente é o medo de furtos. "Eu moro no Visconde e trabalho no Centro, poderia vir muito bem de bicicleta, o que economizaria muito na questão de gastos com transporte, mas eu me pergunto: onde eu vou deixá-la? Além disso, tem a questão da segurança, porque ninguém garante que ela vai estar ali no final do dia quando eu for buscá-la, mesmo com corrente e cadeado. Tem que investir em bicicletários sim, mas também na segurança", ressalta Maria Angélica.
Fonte: O Debate

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