Estatal
informa que 97% do efetivo está trabalhando.
Paralisação atinge estados de MG, RJ, RS, RR, TO, MT e SE.
Funcionários
dos Correios fazem paralisação parcial pelo país em pelo menos sete estados
nesta sexta-feira (19): Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Sul, Roraima, Tocantins e Mato Grosso.
Os Correios
informam que estão operando com normalidade em todo o Brasil. A empresa diz que
o movimento de paralisação está restrito a algumas regiões dos estados. No caso
do Rio Grande do Sul, seria Porto Alegre, e de Minas Gerais, apenas região da
Grande Belo Horizonte.
Levantamento
divulgado pela estatal na última quinta-feira (18) mostra que 97% do efetivo
está trabalhando (122.037 empregados), número apurado por meio de sistema
eletrônico de presença. A paralisação estaria concentrada na área de
distribuição — do total de 19.407 carteiros que deveriam trabalhar na quinta
nos 7 Estados, 2.970 não compareceram (21,72%), segundo os Correios. Caso haja
necessidade, a empresa não descarta realizar mutirões para entrega nos fins de
semana.
Reivindicações
No Rio de
Janeiro e em Tocantins, os funcionários em greve exigem aumento de R$ 300 para
toda a categoria, além da reposição da inflação.
Em Minas
Gerais, os trabalhadores pedem reajuste de 29% no salário para todos os cargos;
piso de R$ 3.079 - hoje o valor é de R$ 1.084, segundo o Sindicato dos
Trabalhadores dos Correios de Minas Gerais (Sintect-MG). Eles pedem ainda a
entrega de correspondências no período da manhã; seis horas de jornada de
trabalho para atendentes comerciais, hoje são oito; e luta contra a
privatização e a terceirização na empresa.
No Rio Grande
do Sul, as principais reivindicações são reposição da inflação de 6,40%,
aumento real de 8%, reposição das perdas de 11,93, contratação imediata e
melhores condições de trabalho, luta contra a privatização, luta contra o
Postal Saúde, além das entregas pela manhã.
Em Mato
Grosso, os grevistas reivindicam aumento salarial e a realização de concurso
público para o fim dos contratos temporários. Essa é a segunda vez neste ano
que a categoria paralisa as atividades no estado, porém, da outra vez eles protestaram
contra a terceirização do plano de saúde.
Em Sergipe,
as reivindicações são revisão da área atendida por cada profissional, reajuste
salarial de 8% de aumento real e outros 11,93% relativos a supostas perdas
salariais do Plano Real, além de realização de concurso público para 500
carteiros.
Em Roraima,
a justificativa da paralisação é a empresa propor a substituição da reposição
da inflação salarial por uma gratificação de incentivo à produtividadede da
empresa. Além disso, os carteiros reivindicam que a distribuição domiciliar
seja realizada pela manhã e melhorias nas condições de trabalho, como a
aquisição bicicleta novas e a contratação de mais carteiros.
Proposta da empresa
Os Correios
ofereceram aos trabalhadores reajuste de R$ 200 em forma de gratificação, a ser
incorporada gradualmente, nos salários de quem recebe de R$ 1.084 a R$
3.077,00. Para quem recebe acima de R$ 3.077,00, o reajuste é de 6,5% no
salário base. Segundo os Correios, o reajuste proposto representa aumento de
cerca de 20% sobre o salário base de carteiros, atendentes e operadores de
triagem e transbordo e abrange cerca de 90% do efetivo da empresa. A proposta
inclui ainda reajustedo vale-cesta, de R$ 158,45, passa para R$ 188,58, e 3
unidades extras de vale alimentação/refeição por mês, com valor de R$ 30,13
cada.
A estatal
afirma que a proposta foi aceita pelos sindicatos do Acre, Alagoas, Amapá,
Brasília, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG),
Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia, São Paulo, Santa Maria
(RS), Bauru (SP), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP).

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