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| (Foto: João De Conti) |
Até
uma porta centenária chegou a ser recolhida pela Prefeitura de Salto.
O
breve período de chuva que chegou em São Paulo na semana passada não foi o
suficiente para resolver o problema da estiagem que assola o estado há meses,
mas trouxe de volta um cenário – e o lixo conhecido pela população no trecho do
rio Tietê em Salto (SP). Após um
mês de limpeza e de mais de 18 toneladas de entulhos retirados das margens e
encostas, alguns pontos já voltaram a represar sujeira.
De
acordo com o secretário de Meio Ambiente de Salto, João De Conti Neto, a sujeira
está voltando pela correnteza principalmente perto da Ilha dos Amores, local
onde os visitantes do Memorial do Tietê em Salto conseguem ter acesso. Nesta
semana, diversos pedaços de madeiras puderam ser vistos nas encostas e se
acumulando entre as pedras aparentes por causa da estiagem.
Ainda
segundo o secretário, os novos resíduos, porém velhos conhecidos dos moradores,
vem de empresas e construtoras de São Paulo. “A madeira vem de empresas da
capital. Apesar de ser um resíduo mais fácil de limpar do que aquele enorme
montante de garrafas pet, esse é um problema já que, em grande quantidade,
atrapalha o fluxo do rio. Não conseguimos fazer tudo sozinhos. É um rio
estadual que, infelizmente, carrega entulhos e resíduos que não são nossos até
o trecho de Salto”, afirma João.
Enquanto
os resíduos como garrafas pet, isopor e outros derivados de plástico são
encaminhados para aterros sanitários e compactados, a madeira recolhida do rio
serve para abastecer caldeiras de empresas.
Por
motivo de segurança, os trabalhos estão suspensos até esta sexta-feira (22). “A
Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) nos informou que está com um
problema nas turbinas, o que provoca aberturas não programadas das comportas.
Portanto, a limpeza está paralisada por questões de segurança já que não
sabemos quando elas serão abertas para geração de energia”, afirma João.
Limpezas
programadas
Segundo
o secretário, a previsão é que um dispositivo com tecnologia americana seja
instalado para conter a madeira que entra no rio. “Esse equipamento poderá nos
ajudar a fazer limpezas programadas para que não ocorra o risco da barragem
estourar”, ressalta.
Apesar
do treinamento com equipamentos de esportes radicais, como rapel e tirolesa, o
secretário informou ainda que a
prefeitura não irá manter uma equipe especial de funcionários para fazer a
limpeza do rio.
Motivada
pela seca que atingiu o rio Tietê e que revelou uma grande quantidade de lixo
que ficou represada em dois trechos do leito, a limpeza começou no dia 18 de
julho, quando a equipe retirou o material que estava nas pedras que ficam ao
lado da Ilha dos Amores, um dos pontos turísticos do Complexo da Cachoeira. O
trabalho de limpeza contou com uma equipe de dez funcionários que aprendeu a
usar o rapel, além da vassoura, para recolher garrafas pet, madeira,
brinquedos, calçados e até peças de veículos.
Conti
lamenta que o descarte de lixo seja feito de forma tão irregular e comenta
sobre o risco. “Os funcionários pegaram várias caixas de remédios com todos os
comprimidos e líquidos. Isso contamina demais a água. As pessoas precisam
entender que o lixo tem um lugar certo para ir e o rio não é o lugar certo para
isso”, conclui o secretário.
Fonte: G1

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