Portão principal da Cidade Universitária foi reaberto por
volta das 7h40.
O protesto de funcionários grevistas da USP, que bloqueou os
portões da Cidade Universitária e acabou em confronto com a polícia militar,
acabou por volta das 7h40 desta quarta-feira (20).
Nesse horário, o portão principal da universidade foi
reaberto e as Avenidas Vital Brasil e Francisco Morato, palco do confronto, já
estavam liberadas. Cerca de 10 carros da PM se posicionaram na entrada da
universidade, enquanto um grupo de grevistas se concentrava dentro do campus.
Confronto
O Portão 1, o principal da universidade, foi fechado ainda
de madrugada. O portão do Hospital Universitário foi reaberto para assegurar o
atendimento de emergência. Pouco depois das 6h30, os manifestantes bloquearam a
Rua Alvarenga. Equipes da Polícia Militar, então, saíram pelo portão principal
e começaram a dispersar o ato com bombas de gás lacrimogêneo e balas de
borracha.
Os manifestantes revidaram com pedras e paus. Os grevistas fizeram
ainda barricadas com lixo pegando fogo na Rua Alvarenga e caminharam até a
Avenida Vital Brasil. Passageiros de ônibus que estavam parados no trânsito
tiveram de deixar os coletivos em razão do gás e seguir o caminho a pé.
Os manifestantes caminharam pela Avenida Francisco Morato e
até as imediações da Estação Butantã do Metrô, onde o protesto acabou, segundo
a PM.
O protesto afetou o trânsito. A Zona Oeste de São Paulo
concentrava 40%, ou 40 km, dos 101 km de congestionamento da cidade às 8h.
Segundo a polícia, ninguém ficou ferido.
Sindicato
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade
de São Paulo (Sintusp), Magno de Carvalho, disse que quatro pessoas ficaram
feridas, sendo que um funcionário recebeu estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo
no rosto. “Teve muita polícia, muitas viaturas. Impossível resistir. Mesmo
quando o grupo foi para a Vital Brasil, eles continuaram jogando bombas. Na
Vital, até a população que não tinha nada a ver teve que se proteger”, contou.
Magno disse ainda que os grevistas devem voltar a se reunir
às 10h para decidir os novos rumos do movimento. “Essa repressão vai acirrar
ainda mais os ânimos”. Os manifestantes protestam contara um protesto de
sucateamento da universidade.
Protestos
Desde o dia 4 de agosto, funcionários protestam contra o
desconto dos dias parados. Cerca de 300 grevistas fecharam a entrada da
reitoria e bloquearam também: o Centro de Práticas Esportivas, ao Departamento
de Tecnologia e Informação, à Administração Central e à Prefeitura do Campus.
Os restaurantes centrais e as três creches também foram fechados. No dia 5 de
agosto, manifestantes acamparam no campus.
A greve de docentes e funcionários começou em 27 de maio e
já é a mais longa dos últimos dez anos. As três categorias da USP reivindicam a
derrubada do congelamento de salários proposto pelos reitores da USP, da Unesp
e da Unicamp, que negociam com os sindicatos por meio do Conselho de Reitores
das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Em 3 de setembro, está prevista
uma reunião para mais uma rodada de negociações entre as representantes das
universidades e os sindicatos dos
trabalhadores.
Nesta segunda-feira, algumas unidades da USP voltaram às
aulas, mas outras permaneceram em greve. Foi o caso da Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde os professores realizaram debates com
os estudantes dos cursos para apresentar os motivos da greve e um calendário de
aulas públicas e debates durante a semana.
Fonte: G1

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