Trabalho iniciado pela Secretaria de Saúde em 2013 garantiu os bons
resultados neste ano
Este ano a dengue não assustou os moradores de Rio das Ostras. A cidade
fecha o período mais crítico de incidência da doença com índices muito baixos
de notificações. O trabalho da atual gestão, que teve início em 2013,
contribuiu para reduzir de 5.971 registros de suspeitas da doença, no primeiro
semestre do ano passado, para 170, em 2014.
Para alcançar o objetivo de redução de casos, a Prefeitura investiu na
prevenção, atuando de forma antecipada ao período mais propício, durante o
Verão e alta temporada turística. A Secretaria de Saúde elaborou um plano de
contingência, submetido ao Conselho Municipal, para controlar o que poderia ser
uma nova epidemia, de acordo com as previsões do Governo do Estado.
“Estamos investindo na saúde preventiva, de forma planejada, e unindo
forças entre poder público e comunidade. Essa é a melhor forma de conseguirmos
os avanços que precisamos na saúde pública”, disse a secretária de Saúde, Ana
Cristina Guerrieri.
Os números registrados neste semestre superam, em muito, as metas do
Plano de Contingência da Prefeitura. Segundo Jorgito Pinheiro, Coordenador do
Programa de Controle da Dengue em Rio das Ostras, a meta era reduzir em 50% o
número de casos em relação a 2013. Outro objetivo alcançado foi a redução
significativa dos possíveis criadouros dos mosquitos.
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde renovou as estratégias de
atuação e o trabalho de campo, passando a concentrar esforços nas áreas com
maior incidência. Segundo avaliação técnica, o trabalho permanente da
Prefeitura, a colaboração dos moradores e a redução das chuvas no início deste
ano acabaram por se transformar numa fórmula positiva e levaram à drástica
redução dos casos suspeitos.
ÁREAS
DE RISCOS - Para orientar o trabalho preventivo, a Secretaria de
Saúde mapeou as áreas com maior risco de avanço da dengue e prevalência do
mosquito. O mapa de risco da doença identificou 35 localidades mais suscetíveis
à incidência da doença e a proliferação do mosquito transmissor.
Com mais de 100 servidores atuando diretamente na prevenção da dengue,
o trabalho de campo se divide em 98 zonas, que cobrem 100% dos imóveis da
cidade. Os guardas sanitários inspecionam as residências, orientam os moradores
como evitar a proliferação de mosquito transmissor da dengue, eliminam
depósitos que possam se tornar possíveis criadouros do Aedes aegypti e , quando
necessário, realizam tratamento com larvicida em alguns depósitos propícios
para a propagação do mosquito.
Outro aspecto importante do trabalho de saúde se desenvolve a partir da
notificação da doença. Uma vez identificado um caso suspeito, essa informação é
registrada pela Vigilância Epidemiológica para investigação e a pessoa
encaminhada para tratamento na unidade de saúde. Entram em cena as estratégias
de bloqueio: para romper o ciclo de transmissão do vírus, uma equipe da
Vigilância vai à residência vistoriar possíveis criadouros do mosquito e a ação
dos agentes é intensificada no local.
A Prefeitura também buscou envolver a maioria das associações de
moradores da cidade, além de lideranças de classe, sociais e religiosas no
combate à doença. O Plano da Secretaria de Saúde incluiu a qualificação de
servidores que atuam direta ou indiretamente no controle da doença e no
atendimento aos pacientes.
O coordenador Jorgito Pinheiro destaca o papel de cada morador no
combate ao mosquito, uma vez que, no município, 90% dos focos são encontrados
dentro das residências.
“As medidas de combate à dengue exigem a participação e a mobilização
de toda a comunidade. Com a adoção de medidas simples, como evitar o acúmulo de
água limpa nas casas, é possível contribuir para a interrupção do ciclo de
transmissão e contaminação. Assim, se cada um cuidar de sua residência podemos,
juntos, reduzir a doença na cidade”, completou Jorgito.
EDUCAÇÃO
- Um diferencial da ação da Vigilância em Saúde de Rio das Ostras
são as ações educativas permanentes. O grupo realiza palestras nas escolas,
associações de moradores, empresas e escolas. De acordo com o público e faixa
etária, a equipe desenvolve atividades lúdicas para falar da importância da
prevenção da dengue. As crianças pequenas se divertem e aprendem sobre a doença
e o mosquito transmissor a partir de esquetes de teatro, jogos e brincadeiras
desenvolvidas pela própria equipe da Subsecretaria de Vigilância em Saúde.
A equipe da Vigilância está presente nos eventos promovidos pela
Prefeitura, distribuindo folhetos informativos e orientando visitantes e
moradores.
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