Estudo da Justiça Global apontou que, em 71 dos casos em que civis foram mortos, há fortes indícios de envolvimento de policiais membros de grupos de extermínio.
Os sete
jurados que compõem o Tribunal do Júri decidiram ontem (10) condenar o policial
militar Alexandre André Pereira da Silva pela morte de três jovens em 2006, em
São Paulo, no episódio que ficou conhecido como Crimes de Maio. Silva foi
condenado, por homicídio qualificado, a 36 anos de prisão, em regime fechado, e
perda de cargo público. O réu poderá recorrer da decisão em liberdade.
Silva foi
o primeiro policial que respondeu a processo e foi condenado pelos ataques
ocorridos em maio de 2006, atribuídos a confrontos entre membros da organização
criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e policiais. Na onda de ataques,
entre os dias 12 e 20 de maio de 2006, 493 pessoas foram mortas; entre elas, 43
agentes públicos. Estudo da Justiça Global apontou que, em 71 dos casos em que
civis foram mortos, há fortes indícios de envolvimento de policiais membros de
grupos de extermínio.
O júri foi
presidido por Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, mesmo juiz que presidiu três
das quatro etapas de julgamento do massacre do Carandiru, em que 73 policiais foram
condenados pela morte de 77 dos 111 detentos assassinados na extinta Casa de
Detenção Carandiru, em 1992.
Silva foi
condenado pelas mortes de Murilo de Moraes Ferreira, Felipe Vasti Santos de
Oliveira e Marcelo Heyd Meres. Os três jovens estavam conversando em uma
esquina do Jardim Brasil, na zona norte da capital paulista, quando homens em
motocicletas passaram atirando.
Fonte: Agência Brasil

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!