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| (Foto: Polícia Federal) |
PF diz que prisões podem
aumentar, pois mandados ainda são cumpridos.
Subiu para 35 o número de
presos durante uma operação da Polícia Federal contra exploração ilegal de
madeira, principalmente em áreas de cerrado. Do total, 17 suspeitos foram
detidos em Goiás e os demais nos estados de Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Pernambuco,
Tocantins e Bahia. Entre eles estão donos e funcionários de madeireiras,
carvoarias e siderúrgicas.
De acordo com a PF, também
são investigados servidores públicos da Secretaria do Meio Ambiente e dos
Recursos Hídricos de Goiás (Semarh), que podem ter oferecido declarações falsas
nos processos de licenciamento ambiental para produção de carvão. A suspeita do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama) é de que o esquema ilegal tenha causado prejuízos de mais de R$ 500
milhões.
A Operação Metástase foi
deflagrada a quinta-feira (5), quando foi comemorado o Dia Mundial do Meio
Ambiente. Segundo o delegado Sandro Paes Sandre, responsável pelo caso, o
número de presos ainda pode aumentar, já que, no total, a Justiça expediu 48
pedidos de prisão temporária, além de 46 mandados de busca e apreensão e três
de condução coercitiva.
“As pessoas que já estão presas, por enquanto, devem permanecer até a próxima segunda-feira [7] na penitenciária. No entanto, pode ser que a força policial peça que as prisões passem a ser temporárias e elas fiquem um pouco mais reclusas”, explicou. Os detidos estão na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
“As pessoas que já estão presas, por enquanto, devem permanecer até a próxima segunda-feira [7] na penitenciária. No entanto, pode ser que a força policial peça que as prisões passem a ser temporárias e elas fiquem um pouco mais reclusas”, explicou. Os detidos estão na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
A Semarh afirma que
colaborou com as investigações da PF durante todo o processo e nega que
funcionários da secretaria estejam envolvidos em emissão de documentos
falsificados.
Esquema
De acordo com a PF, o grupo desmatava espécies protegidas por lei, como árvores frutíferas e exóticas. Em seguida, falsificava documentos do Ibama, alterando a espécie e origem da madeira transportada. Toda carga era levada até carvoarias, onde eram transformadas em carvão para abastecer a indústria siderúrgica.
A suspeita é de que o
esquema ilegal funcionava há, pelo menos, oito anos. “Nós acreditamos que a
partir do momento que essa investigação revela os envolvidos e a atuação da
organização criminosa, nós cremos que conseguimos estancar um pouco essa
movimentação de carvão clandestina para empresas siderúrgicas”, afirmou o
delegado.
Ainda segundo ele, com a
falsificação de documentos, os envolvidos chegavam a ganhar quase o dobro do
valor que pagavam para obter a carga. “Os transportadores de carvões compravam
o produto por aproximadamente R$ 5 mil, mais a licença falsa por R$ 1.500, e aí
revendiam o carvão para a siderúrgica por cerca de R$ 12 mil”, ressaltou.
O Ibama informou que vai aplicar sanções administrativas a todas as empresas que comercializavam o carvão ilegal. Serão feitos aproximadamente 300 autos de infração, que totalizam mais de R$ 60 milhões em multas.
De acordo com o delegado, os envolvidos na exploração ilegal dos recursos naturais podem responder pelo transporte e produção ilegal de carvão, falsidade ideológica, estelionato e formação de quadrilha.
Fonte: G1

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