Brasil, Indonésia e Nigéria foram os que mais perderam cobertura até 2010.
Metade
das espécies florestais do mundo está em risco por causa da agricultura e das
mudanças climáticas, especialmente no Brasil, alertou a ONU ontem, terça-feira
(3), ao pedir uma "ação urgente" para administrá-los melhor.
Em
seu primeiro estudo global sobre recursos genéticos florestais, a Organização
das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) informou que as
florestas estão encolhendo mais rapidamente no Brasil, na Indonésia e na
Nigéria.
"As
florestas fornecem alimento, bens e serviços que são essenciais para a
sobrevivência e o bem-estar de toda a humanidade", explicou, em um
comunicado, o diretor de silvicultura da FAO, Eduardo Rojas-Briales.
"Todos
esses benefícios dependem de salvaguardar o rico estoque da diversidade
genética das florestas do mundo, que está em risco crescente", prosseguiu.
O
relatório demonstrou que cerca da metade das 8 mil espécies e subespécies são
consideradas em risco. Os
dez países que perderam mais cobertura florestal entre 1990 e 2010 foram
Brasil, Indonésia, Nigéria, Tanzânia, Zimbábue, República Democrática do Congo,
Birmânia, Bolívia, Venezuela e Austrália, destacou o documento.
Segundo
a FAO, a biodiversidade impulsionou tanto a produtividade quanto o valor
nutricional de produtos florestais, como vegetais folhosos, mel, frutas,
sementes, nozes, raízes, tubérculos e cogumelos.
A
diversidade genética também protege florestas de pestes e garante sua
capacidade de "se adaptar a condições ambientais variáveis, inclusive
aquelas causadas pelas mudanças climáticas", informou a FAO.
A
FAO pediu mais esforços para incentivar a conscientização sobre a importância
da biodiversidade e combater espécies invasivas, assim como o desenvolvimento
de programas nacionais de sementes para garantir a disponibilidade de sementes
arbóreas geneticamente apropriadas.
Fonte: G1

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