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Meriam Ibrahim foi criada como cristã, mas um juiz
decretou
que ela deveria ser considerada
muçulmana, religião de seu pai (Foto: AFP)
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Meriam Ibrahim, que teve pena capital por abandonar o islã
perdoada, foi impedida de embarcar do Sudão para os EUA.
Os Estados Unidos estão pressionando o Sudão para permitir
que uma mulher que foi condenada à morte por abandonar o Islã - e depois
perdoada - possa deixar o país livremente.
Meriam Ibrahim e o marido foram interrogados na terça-feira
(24) por agentes de segurança sudaneses no aeroporto da capital, Cartum, quando
tentavam embarcar para os EUA.
Em Washington, a porta-voz do Departamento de Estado
americano, Marie Harf, disse que o governo sudanês lhe havia dado garantias de
que Meriam e sua família estão bem.
"Eles não foram detidos. O governo nos deu garantias da
sua segurança", disse Harf. "A Embaixada (americana) está e
continuará altamente envolvida com a família e o governo (sudanês)."
Meriam, de 27 anos, foi condenada à morte em maio por
abandonar a religião islâmica, uma decisão que causou indignação internacional.
Na última segunda-feira, a decisão foi reavaliada e ela foi libertada.
Durante o tempo que passou na prisão, Meriam deu à luz uma
menina. Na ocasião, autoridades do Judiciário disseram que ela poderia cuidar
de sua filha por dois anos antes do cumprimento da sentença.
Apostasia
Segundo os advogados do casal, Meriam, o marido e dois
filhos estariam sendo mantidos em um prédio da segurança no aeroporto.
Uma autoridade do governo disse à BBC que, apesar de ser
sudanesa, a mulher estava tentando saír do país com um passaporte de emergência
e um visto americano.
Ela deverá agora receber um passaporte comum e um visto para
deixar do país, informou o Ministério das Relações Exteriores sudanês.
Meriam foi criada como cristã ortodoxa, mas um juiz decretou
que ela deveria ser considerada muçulmana, religião de seu pai.
Meriam se recusou a renunciar ao cristianismo e foi
condenada à morte por apostasia - abandono da religião.
Seu casamento em 2011 com Daniel Wani, que é cristão do
Sudão do Sul e cidadão americano, foi anulado. Ela tamnbém foi condenada a cem
chibatadas por adultério, já que a união não é considerada válida sob a lei
islâmica.

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