Primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa começa nesta quinta em Iguaba Grande | Rio das Ostras Jornal

Primeira etapa da vacinação contra a febre aftosa começa nesta quinta em Iguaba Grande

Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pesca disponibilizará 1500 doses.

Começa nesta quinta, dia 08, a primeira etapa da vacinação dos bovinos e bubalinos de Iguaba Grande. A Prefeitura, através da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pesca, doará 1500 doses da vacina aos criadores com rebanho de até 50 cabeças. A expectativa é de que mais de 1,5 mil animais, todo rebanho bovino do município, seja vacinado até o dia 31 de maio.  Quem não fizer o procedimento, poderá ser será multado.

Depois da vacinação o criador deverá entregar a declaração juntamente com a nota fiscal de compra da vacina no Núcleo de Defesa Agropecuária em Araruama, ou ainda poderá fazer o lançamento do documento, através da Internet no Sistema de Integração Agropecuária  (SIAPEC), na página da Secretaria Estadual de Agricultura (www.agricultura.rj.gov.br).

“A comprovação da imunização dos animais é sempre exigida para a emissão da GTA (Guia de Transporte Animal) nos deslocamentos de animais, além disso, evita penalidades previstas na lei como multa e interdição da propriedade”, orientou Waldyr Pessanha Júnior, chefe do Núcleo de Defesa Agropecuária.

“É importante ressaltar que os criadores deverão declarar, mesmo sem vacinação, o rebanho de ovídeos, caprinos e suínos, para um melhor controle da Febre Aftosa”, afirmou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Pesca, Everton Lessa.

A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. Outros animais também podem contrair a doença como veados, lhamas e capivaras.

A transmissão

A doença é transmitida principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios. Mas o vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas (mãos, roupas e calçados) que entraram em contato com os animais doentes.
(cruzamento de cavalo e jumenta).

Os sintomas

Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode haver mortes principalmente em animais jovens ou debilitados.

Suspeita da doença

É obrigatório que o produtor notifique o serviço de defesa agropecuária quando observar esses sintomas em seus animais.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura, Abastecimento e Pesca, Everton Lessa, a preocupação com esta doença é de ordem econômica, uma vez que o gado doente tem que ser abatido por completo para não prejudicar produtores vizinhos com a transmissão da doença. “Caso seja comprovado a vacinação antecipada neste gado que veio a adoecer, o gado será abatido, mas o produtor receberá o ressarcimento pelo mesmo. Se este gado não tiver sido vacinado, além do gado ser abatido o produtor responsável receberá uma multa”, completou o secretário.

A fiscalização é feita através da Secretaria de Agricultura do Estado pelo Núcleo de Defesa Sanitária, com o auxílio do Ministério da Agricultura. A segunda etapa da vacinação acontecerá no mês de novembro.


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