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| (Foto: Denny Cesare/Código19/Estadão Conteúdo) |
Volume
acumulado no Sistema Cantareira caiu a 9,8% nesta terça.
O
volume acumulado no Sistema Cantareira caiu a 9,8% nesta terça-feira (6) e
ficou abaixo de 10% pela primeira vez na história. A queda foi de 0,2%, já que
nesta segunda o índice estava em 10%. Durante nove dias não choveu na região do
sistema e nesta segunda foi registrada chuva de 0,1 mm. Não há previsão de
chuva forte para os próximos dias.
O
governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou neste
domingo (4) a implantação do racionamento de água em 2014 apesar da crise no
sistema Alckmin respondeu a questionamento sobre o rodízio durante coletiva de
abertura da 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT. Em fevereiro, Alckmin
havia descartado o racionamento, mas dizia contar com chuvas.
A
Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realiza obras
emergenciais, desde o dia 17 de março, para retirar água do fundo dos
reservatórios do Sistema. Segundo a companhia, o "volume morto"
poderá abastecer a Grande São Paulo por quatro meses e deve começar a ser usado
entre julho e agosto.
A
obra está orçada em 80 milhões de reais e vai tornar útil uma reserva de 300
bilhões de litros de água que fica abaixo do nível das comportas.
Segundo
um cálculo feito pelo professor especialista em recursos hídricos da
Universidade de São Paulo (USP) Rubem Porto, e publicado pelo G1 em 19 de
março, a água do Cantareira deve durar até setembro. Com o uso do volume morto,
o abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo ganha um
"respiro" até fevereiro de 2015.
Conta mais
cara
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou em 22 de abril que os moradores da região metropolitana abastecidos pelo Sistema Cantareira terão acréscimo na conta caso aumentem o cosumo de água.
De
acordo com Alckmin, o consumidor que gastar acima da média no próximo mês
pagará conta 30% mais cara em junho. Já os consumidores de 31 cidades atendidas
pela Sabesp que conseguirem economizar 20% receberão desconto de 30%.
Quando
questionado nesta terça-feira (29) sobre a previsão para a utilização do volume
morto do Sistema Cantareira, o governador afirmou que haverá uma reunião de
secretários de várias pastas para a avaliação da eficácia da extensão do bônus
pela economia de água para 31 cidades atendidas pela Sabesp.
“Vai
ter uma reunião de avaliação para ver o resultado. Acho que todas [as cidades]
vão ajudar [a poupar água]”, afirmou.
Alckmin
voltou a explicar que a economia de água em cidades abastecidas por outros
sistemas podem contribuir para garantir o abastecimento de bairros
originalmente abastecidos pelo Cantareira. De acordo com Alckmin, os sistemas
Alto Tietê e Guarapiranga aliviaram a situação do Cantareira. A partir de
setembro, o Riacho Grande também deverá atuar no mesmo sentido.
“Temos
uma reserva técnica [volume morto] de 400 milhões de metros cúbicos. Nós
pretendemos retirar, se necessário, 190 milhões. As obras estão praticamente
concluídas”, afirmou. Ele não afirmou qual será a data em que começam a operar.
“Provavelmente em maio”, afirmou.
Fonte: G1

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