Rogério
Chimionato, 37, já passou por cinco estados pegando carona.
Aventureiro pretende voltar pra casa do mesmo jeito até setembro.
Aos
37 anos, o paulista de Franca, Rogério Chimionato, embarcou em uma das
maiores aventuras da sua vida. Desde o dia 22 de janeiro ele realiza um
mochilão pelo Brasil no qual só existe uma regra: não gastar dinheiro. Na
última segunda-feira (7), Chimionato chegou a Alagoas após pegar cinco caronas entre os 280
km de Propriá, em Sergipe,
a Piranhas, no Baixo do São Francisco.
Ele
só viaja de caronas e se hospeda em casas de desconhecidos. O mochileiro
garante: não desembolsou um real sequer para a jornada. "Visitei a região
de Xingó, conheci Piranhas e depois peguei outra carona para Maceió",
conta o viajante, que é formado em engenharia e trabalhava em Curitiba como
instrutor de yoga.
"Já
conheci a orla de Maceió, fui no Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional] e devo conhecer Japaratinga e Maragogi, mas já surgiu um
convite para eu ir ao sertão alagoano na Semana Santa", diz Chimionato.
A
ideia da viagem surgiu da vontade de conhecer novos lugares sem gastar
dinheiro. "Eu queria terminar a viagem da mesma forma que comecei, sem
gastar nada. Não trabalho por dinheiro [durante a aventura], já cheguei a
trabalhar por troca de dormida ou comida. Às vezes as pessoas querem me dar
dinheiro, mas eu não uso para comprar uma blusa de marca, por exemplo, eu tento
reverter em algo para o próximo. Não porque sou bonzinho, mas eu seria
contraditório se gastasse de outra forma", contou.
Em
uma página chamada "Com a cara e a coragem",
que o mochileiro mantém em uma rede social, convites e doações são enviados a
ele. "Utilizo a página para atualizar as pessoas que me seguem sobre o
mochilão. Eu acompanhava páginas de pessoas que faziam mochilões também".
Ele
explicou que só vai para lugares que já tenha onde ficar. Chimionato é
cadastrado em um site de couchsurfing, [surfe no
sofá, em tradução livre], mas ao chegar nos lugares, faz contatos e conhece
outras pessoas. "Em Maceió, eu tinha algumas opções de couchsurfing e
fiquei em uma casa no Stella Maris. Antes, passei pelo interior de São Paulo,
Minas Gerais, Bahia e Sergipe. Achei que o povo aqui em Alagoas é mais
receptivo", disse à reportagem.
Generosidade
Com as caronas, Chimionato é menos criterioso. "Já peguei carona em ônibus intermunicipal, interestadual, escolar, van, na caçamba de carro, de motocicleta. Claro que eu tenho um certo cuidado, mas não posso ter medo. Tento pensar positivamente, pois acho que atrai coisas boas. Normalmente, quem me dá carona diz que eu não aparento ser uma pessoa perigosa. A dica é manter aparência de estudante", afirma.
E
avalia a viagem como positiva. "Quando me hospedo na casa de alguém ou
pego carona, as pessoas acabam conversando comigo, contando suas histórias,
problemas, acho que acaba sendo uma troca. Tenho descoberto como as pessoas são
generosas, como o ser humano é bom, e é por isso que a viagem vem dado
certo".
A
proposta é que a jornada dure até setembro deste ano, quando Chimionato volta a São Paulo para o casamento do irmão mais novo.
De Alagoas o mochileiro já procura carona e hospedagem em Pernambuco,
sua próxima parada.
Fonte: G1

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