Funcionárias
públicas de Macaé e do Centro de Referência da mulher repudiaram pesquisa.
No
final do mês de março/14, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
divulgou uma pesquisa em que 65,1% de quase 4 mil entrevistados responderam que
mulheres que mostram o corpo “merecem ser atacadas”. Alguns dias depois,
o Ipea anunciou que esse percentual era, na realidade, 26%. Outros 58,5% dos entrevistados
concordaram com a frase “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria
menos estupros”. Para quase dois terços de quem foi ouvido na pesquisa, segundo
a versão inicial do levantamento, as vítimas são culpadas.
A
noticia sobre a pesquisa causou forte polêmica nas redes sociais, o que motivou
mulheres conhecidas e desconhecidas a publicarem suas fotos com a seguinte
frase: “eu não mereço ser estuprada”.
Em
Macaé, funcionárias da 123ªDP/Delegacia de Macaé e do Centro de Referência da Mulher,
resolveram aderir ao movimento, não pelo resultado divulgado erroneamente na
mídia, que mais tarde foi corrigido, mas pela repercussão negativa que a
pesquisa trouxe nas redes sociais.
No Facebook, pessoas compartilhavam piadas
sobre estupro, grupos machistas fizeram montagens com fotos das participantes
da campanha com o objetivo de expô-las e ridicularizá-las. A própria
organizadora da campanha, a jornalista Nana Queiroz, passou a sofrer ameaças de
agressão e estupro.
A
presidente Dilma
Rousseff também
manifestou apoio à campanha e o movimento foi noticiado inclusive na imprensa
internacional.

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