Gastos
com a folha de pagamento atinge 105% do orçamento.
Para reitor, no ritmo que estava, reserva financeira 'tinha data para acabar'.
O
reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, enviou uma carta aos
professores e funcionários expondo a crise financeira que a instituição
atravessa. Segundo Zago, a reserva de R$ 3,61 bilhões que a USP possuía em
junho de 2012, caiu para R$ 2,31 bilhões no mês de abril deste ano. A perda foi
de R$ 1,3 de bilhão.
Para
conter a crise, o reitor suspendeu todas as novas contratações de pessoal por
tempo indeterminado, incluindo as substituições de aposentados ou demitidos.
Também estão suspensas as novas construções, independente de prioridade ou
interesse acadêmico.
"Simplesmente não há recursos para atender a novos
prédios", diz o reitor na carta.
Segundo
Zago, o uso da reserva do dinheiro não é atribuído à construção de novos
prédios e aos programas de internacionalização, e sim, à dificuldade de arcar
com a folha de pagamento que atinge 105% do orçamento da universidade. "No
ritmo em que as coisas vinham acontecendo, essa reserva tinha data certa para
acabar", escreveu o reitor.
Zago
diz que o "cerne da dificuldade é que a USP saiu, em 2011, de uma relação
que estava próxima de 80% para gastos com pessoal e 20% para
investimentos e outros custeios (considerada saudável para uma universidade)
para uma relação que ultrapassou a casa dos 100% para pessoal no ano de
2013."
"Isso
significa que cada licitação feita por uma Unidade de Ensino e Pesquisa para manter
as suas atividades normais terá que onerar, necessariamente, a reserva que
ainda resta para a Universidade."
Fonte: G1

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