Fabricante
afirma que pagamento se deve ao 'problema PM2.5'.
Cidades chinesas sofrem constantemente com ar contaminado.
A
Panasonic, fabricante japonesa de eletrônicos, divulgou que vai compensar com
dinheiro funcionários que vivem em áreas poluídas da China. O
pagamento se deve ao que a companhia descreve como “problema PM2.5”, em
referência à poluição causada por pequenas partículas presentes no ar, que
reduzem a visibilidade e aumentam os riscos à saúde.
De acordo
com a agência de notícias Associated Press, o acordo foi firmado para
beneficiar empregados que foram enviados à China e que agora vivem em um
ambiente diferente.
Cidades
como Pequim e Xangai são algumas que sofrem constantemente com a névoa
contaminada. A
companhia não revelou a quantia que será paga a partir de abril, nem o número
de funcionários beneficiados. Atualmente, a Panasonic emprega 70 mil pessoas na
China e é uma das empresas que mais crescem no país asiático.
Contaminação
que atravessa o mar
A poluição chinesa viaja em grandes quantidades pelo Pacífico até os Estados
Unidos, concluiu relatório publicado em janeiro pela revista da Academia
Nacional de Ciência dos EUA, a "PNAS".
Em alguns dias, a queima de combustíveis fósseis na China pode ser responsável por até um quarto da poluição de sulfato no oeste dos Estados Unidos. Cidades como Los Angeles recebem pelo menos um dia extra de fumaça por ano do óxido de nitrogênio e monóxido de carbono das fábricas chinesas dependentes das exportações, segundo o estudo.
Um terço dos gases do efeito estufa produzidos na China vem das indústrias exportadoras, de acordo com o instituto norte-americano Worldwatch. Vizinhos da China como o Japão e a Coréia do Sul têm sofrido com a poluição chinesa nas últimas décadas. O governo chinês tem investido em projetos e capacitado tribunais para infligir sanções mais duras a empresas, mas a aplicação tem sido irregular ao nível local, onde as autoridades muitas vezes dependem dos impostos pagos pelas indústrias poluentes.
Em alguns dias, a queima de combustíveis fósseis na China pode ser responsável por até um quarto da poluição de sulfato no oeste dos Estados Unidos. Cidades como Los Angeles recebem pelo menos um dia extra de fumaça por ano do óxido de nitrogênio e monóxido de carbono das fábricas chinesas dependentes das exportações, segundo o estudo.
Um terço dos gases do efeito estufa produzidos na China vem das indústrias exportadoras, de acordo com o instituto norte-americano Worldwatch. Vizinhos da China como o Japão e a Coréia do Sul têm sofrido com a poluição chinesa nas últimas décadas. O governo chinês tem investido em projetos e capacitado tribunais para infligir sanções mais duras a empresas, mas a aplicação tem sido irregular ao nível local, onde as autoridades muitas vezes dependem dos impostos pagos pelas indústrias poluentes.
A poluição que atravessa fronteiras tem sido por vários anos um tema das negociações internacionais sobre mudanças climáticas, nas quais a China defende que países desenvolvidos devem se responsabilizar por uma parcela da sua emissão de gases do efeito estufa, já que ela é consequência da produção de bens para o Ocidente.
Fonte: G1

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