![]() |
| José Martins, de 54 anos, é acusado de estuprar pacientes na UPA de Iguaba Grande. |
José
Martins, 54 anos, era médico plantonista da UPA de Iguaba Grande.
Três jovens, com idades entre 23 e 25 anos, acusam o médico de estupro.
Um médico
foi preso suspeito de estuprar pacientes dentro da Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) em Iguaba Grande,
na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A prisão aconteceu na tarde desta
terça-feira (18). Segundo a assessoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o
clínico geral José Carlos Alberto Martins, de 54 anos, era médico plantonista
da UPA. José é acusado de estuprar uma dona de casa de 25 anos no dia 27 de
dezembro do ano passado, dentro da unidade, durante atendimento.
O médico é
alvo ainda de outros dois inquéritos pelo mesmo crime, ocorridos no dia 5 de
janeiro deste ano, também dentro da UPA. Duas jovens, de 23 e 25 anos, acusam o
médico pelo mesmo crime. Durante as investigações, a delegada-titular da 129ª
Delegacia Legal em Iguaba Grande, Janaína Peregrino, ouviu as vítimas,
enfermeiras e atendentes da unidade. A delegada espera que com a divulgação da
prisão do médico outras possíveis vítimas procurem a delegacia.
Segundo
Janaína Peregrino, o médico José Carlos Martins ainda não constituiu advogado
de defesa. O suspeito será levado para o presídio de Bangu nesta quarta-feira
(19).
Vítima
conta como foi atendida
Vanessa da Costa Chaves, de 25 anos, foi a primeira mulher que teria sido
estuprada pelo médico. Ela contou que chegou com 60% do corpo queimado na
unidade de saúde porque tinha passado 'chá de fura figo' para se bronzear. No
corredor da UPA, o suspeito ofereceu atendimento para a jovem.
''Eu
estava sem forças, com quase todo o corpo queimado. Ele disse que ia me atender.
Me levou para a sala de curativos e tirou a minha roupa porque ele iria passar
um óleo no meu corpo. Um guarda que estava com ele deu a sugestão de chamar uma
enfermeira para ajudar, mas o médico negou a ajuda'', disse.
A dona de
casa contou ainda que estava quase desmaiando quando sentiu que Carlos Alberto
Martins passava o óleo em partes íntimas, que não estavam queimadas, como a
vagina, seios e nâdegas da paciente.
''Eu senti
ele passando, não entendia nada porque não tinha queimado essas partes. Queria
ajuda, mas estava muito fraca. Depois de ser atendida, meu namorado chegou.
Contei o que o médico tinha feito e chamamos a direção. A secretária de Saúde
foi até a sala onde estávamos e pediu para eu esquecer o que tinha acontecido,
abafar o caso'', desabafou.
A
secretária de Saúde de Iguaba Grande, Maria Juraci de Andrade Dutra, disse que em nenhum momento pediu para a
vítima esquecer o caso.
''É
completamente inverídico. Nós colocamos uma assistente social e a diretora
administrativa para acompanhar a Vanessa. Levamos a denúncia dela até a
delegacia e eu disse para ela que era importante denunciar. Nós já abrimos um
inquérito interno para investigar o caso'', disse.
''Eu me
sinto desmoralizada, me sinto arrasada. Fui pedir socorro e um médico abusou de
mim, passou a mão nas minhas partes íntimas. É revoltante'', finalizou Vanessa.
Fonte: G1

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!