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| "Onde está Amarildo?" |
Audiência
de instrução vai ouvir testemunhas de acusação e defesa.
Pedreiro
desapareceu na Rocinha em julho de 2013 após ir à sede da UPP.
Na
primeira sessão, será feita a colheita oral de provas em juízo. Ao todo, são 19
testemunhas de acusação, segundo a promotora Carmem Elisa Bastos, e 200 de
defesa, de acordo com o advogado Saulo Salles, que defende o major Edson. A
previsão é de que outras audiências sejam marcadas para haver tempo de ouvir a
todos.
Relembre o
caso
Amarildo sumiu após ser levado por policiais militares para ser interrogado na sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) durante a "Operação Paz Armada", de combate ao tráfico na comunidade, entre os dias 13 e 14 de julho de 2013.
Na
UPP, teria passado por uma averiguação. Após esse processo, segundo a versão
dos PMs que estavam com Amarildo, eles ainda passaram por vários pontos da
cidade do Rio antes de voltar à sede da Unidade de Polícia Pacificadora, onde
as câmeras de segurança mostram as últimas imagens de Amarildo, que, segundo os
policiais, teria deixado o local sozinho — fato não registrado pelas câmeras.
Após depoimentos, foram identificados quatro policiais militares que participaram ativamente da sessão de tortura a que Amarildo teria sido submetido ao lado do contêiner da UPP da Rocinha. Segundo informou o Ministério Público, testemunhas contaram à policia sobre a participação desses PMs no crime. Após seis meses de buscas pelo corpo do pedreiro, a Justiça decretou a morte presumida de Amarildo.
Após depoimentos, foram identificados quatro policiais militares que participaram ativamente da sessão de tortura a que Amarildo teria sido submetido ao lado do contêiner da UPP da Rocinha. Segundo informou o Ministério Público, testemunhas contaram à policia sobre a participação desses PMs no crime. Após seis meses de buscas pelo corpo do pedreiro, a Justiça decretou a morte presumida de Amarildo.
A
morte presumida substitui o atestado de óbito, que só pode ser emitido quando
há o corpo — o cadáver de Amarildo nunca foi encontrado —, e permite à família
receber pensão ou indenização, entre outras funções. Na primeira instância, a
ação declaratória havia sido julgada improcedente.
De acordo com a promotora Carmem Elisa Bastos, do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), o tenente Luiz Medeiros, o sargento Reinaldo Gonçalves e os soldados Anderson Maia e Douglas Roberto Vital torturaram Amarildo depois que ele foi levado para uma "averiguação" na base da UPP. Ainda segundo eles, outros PMs são suspeitos de participar ativamente da ação.
Enquanto,
segundo a promotora, o ajudante de pedreiro era torturado por quatro policiais,
outros 12 ficaram do lado de fora, de vigia. Oito PMs que estavam dentro dos
contêineres que servem de base à UPP foram considerados omissos porque não
fizeram nada para impedir a violência.
Outros
cinco policiais que decidiram colaborar com as investigações disseram que o
major Edson, então comandante da UPP, estava num dos contêineres, que não têm
isolamento acústico, e podia ouvir tudo.
Segundo
o MP-RJ, mais 15 policiais militares, entre eles três mulheres, foram
denunciados pelo órgão, totalizando 25 acusados pelo crime.
PMs presos
PMs presos
O major Edson Raimundo dos Santos, ex-comandante da UPP Rocinha, e o tenente Luiz Felipe de Medeiros, subcomandante da unidade, tiveram a prisão decretada em outubro, após denúncia do Ministério Público que constatou a participação dos dois no desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza.
Os
policiais foram levados inicialmente para a Unidade Prisional da PM, em
Benfica, na Zona Norte, juntamente com outros oito denunciados, mas, a pedido
do Ministério Público, os oficiais foram transferidos para Bangu 8.
Os dois tiveram o pedido o pedido de habeas corpus negado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (23). Os dois vão permanecer na penitenciária Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Outros 13 policiais envolvidos no caso também foram presos.
Fonte: G1
Os dois tiveram o pedido o pedido de habeas corpus negado pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, na tarde desta quarta-feira (23). Os dois vão permanecer na penitenciária Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Outros 13 policiais envolvidos no caso também foram presos.
Fonte: G1

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