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Editorial do Rio das Ostras Jornal

O salário nosso de cada dia.

Os servidores públicos de Rio das Ostras vivem hoje a expectativa de receberem um aumento real nos seus salários, definido por uma data base já definida há muito tempo, mas que até agora se mostra inexistente. E o sindicato dos servidores mobiliza a classe para que eles compareçam à Câmara de Vereadores para pressionar aos edis a votarem o projeto de Lei do Executivo que definirá esse percentual. Um detalhe chama a atenção: o tal projeto de reajuste ainda não chegou à Câmara e os parlamentares não podem criar despesas ao executivo.

A presença dos servidores nas sessões da Câmara tem deixado os edis pensativos em relação ao seu posicionamento político, visto que a casa fica lotada e em algumas oportunidades, os servidores bateram bate-boca na plenária com os vereadores, ficando um clima deprimente; o direito do servidor tem que ser respeitado porque é ele o coração da maquina pública, e como tal o aumento real dos salários dos funcionários deveria de ser aplicado automaticamente, respeitando o índice da inflação, estimulando o sujeito assalariado a trabalhar com mais motivações, e consequentemente, trabalhar melhor.

Toda essa estratégia do sindicato dos servidores é valida em defesa dos interesses dos homens e mulheres que fazem parte dessas máquina pública. Não podemos esquecer que os servidores que comparecem hoje à Câmara para pressionar pelo aumento do salário, são também cidadãos, eleitores; e participar das sessões da Câmara não é só para reivindicar um salário melhor, mas também para acompanhar o que cada vereador faz, diz ou deixa de dizer, para depois não ficar se lamentando; até porque na casa há vereadores que trabalham, mostram serviço e já outros... Me desculpe a franqueza, não sabem o que estão fazendo lá.

Falo com convicção do que acontece na casa legislativa, pois frequento o local há muitos anos, pra não falar décadas. Os servidores estão de parabéns pela assídua assistência na câmara. Mas por que os servidores que comparecem à câmara não vão também à sede da prefeitura chamar a atenção do prefeito para enviar o Projeto de Lei do reajuste do salário do funcionário público municipal para a Câmara? Sabemos que se o prefeito não mandar o Projeto, os vereadores não poderão ver, saber, discutir e muito menos votar aquilo que nem está na Casa do povo. A presença e pressão sobre os vereadores serve também para a turma do executivo, que por sinal, é de onde tem que sair o projeto de reajuste para os edis.

Estou na torcida para que o servidor conquiste o mais breve possível o reajuste de seus salários, melhores condições de trabalho e sem dúvida a dignidade de se comprometer com a população para prestar o serviço com respeito ao cidadão que dependerá hoje e sempre dessa maquina pública em qualquer repartição espalhada pela cidade.

Não percamos a razão de reivindicar aquilo que é de direito e não facilitemos para que os oportunistas de plantão, pré-candidatos e movimentos que se dizem sociais, manipulados por políticos infiltrados e “teleguiados”, incentivem o desordem para que o circo pegue fogo. Manifestar-se a favor ou contra é um direito democrático passível de conquista. 

Vivemos numa cidade em que se deve prevalecer o respeito e a participação de ambas as partes são fundamentais para nosso crescimento.


Vamos que vamos!
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