Proposta prevê que o voto deve ser aberto em todas as situações.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 43/2010, conhecida como PEC do Voto
Aberto, que trata do fim do voto secreto de parlamentares, teve a votação
adiada ontem (2). Após os senadores cumprirem as cinco sessões de discussão
necessárias para votação em primeiro turno no plenário, três emendas foram
apresentadas e a matéria retornará à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para
receber parecer de constitucionalidade.
As
emendas são dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Aloysio Nunes Ferreria
(PSDB-SP) e Lobão Filho (PMDB-MA). Todas tratam de restrições à abertura dos
votos dos senadores. As emendas de Jucá e Aloysio Nunes estabelecem que o voto
será mantido secreto apenas nas votações de autoridades indicadas pela
Presidência da República. A emenda de Lobão Filho mantém o voto secreto nesse
caso e também nas votações de vetos presidenciais, tornando o voto aberto
apenas em casos de cassação de mandato parlamentar.
Após
breve divergência em plenário, entre senadores que queriam ver a matéria ser
votada ontem, com parecer imediato do relator, senador Sérgio Souza (PMDB-PR),
sobre as emendas, e os que insistiam na necessidade do parecer na CCJ, ficou
decidido que a matéria retornará à comissão. A análise na CCJ foi marcada para
a próxima quarta-feira (9) para que possa, então, ser votada em plenário.
A
PEC precisa ser votada em dois turnos e, se as emendas do relator ou dos demais
senadores forem aprovadas, retornará para última análise na Câmara dos
Deputados. O parecer de Souza, que já foi aprovado na CCJ, prevê que o voto
deve ser aberto em todas as situações.
Fonte: Agência Brasil

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