| Crianças de Mirandiba, no estado de Pernambuco, vivem com o assombro da fome (Foto: Maria Elena Ribeiro/Al Jazeera). |
Em relatório divulgado hoje (1º), a ONU estima em 842 milhões o número de pessoas subnutridas no período entre 2011 e 2013.
Uma em cada oito pessoas sofre de fome crônica no mundo, mostra a Organização
das Nações Unidas (ONU), que reconhece uma melhoria nos últimos anos, mas pede
esforços adicionais e imediatos para alcançar o primeiro Objetivo de
Desenvolvimento do Milênio.
Em
relatório divulgado hoje (1º), a ONU estima em 842 milhões o número de pessoas
subnutridas no período entre 2011 e 2013, menos 26 milhões do que no período
anterior (2010-2012).
A
grande maioria das pessoas que sofrem de fome crônica, ou seja, que não têm
alimentos suficientes para uma vida saudável e ativa, está nos países em
desenvolvimento, mas há 15,7 milhões que vivem em países desenvolvidos.
No
relatório O Estado
da Insegurança Alimentar no Mundo, três agências das Nações Unidas - o
Programa Alimentar Mundial (PAM), a Organização para a Alimentação e a
Agricultura (FAO) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola
(Ifad) - alertam que são necessários mais esforços para se alcançar os
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Segundo
o objetivo número 1, que visa a erradicar a pobreza extrema e a fome, o mundo
comprometeu-se a reduzir para a metade, entre 1990 e 2015, a proporção de
pessoas que sofre de fome. "A
dois anos do prazo, 38 países alcançaram a meta", escrevem os líderes das
três agências responsáveis pelo relatório. "Esses sucessos mostram que,
com compromisso político, instituições eficazes, boas políticas, uma abordagem
abrangente e níveis adequados de investimento, podemos vencer a luta contra a
fome", acrescentam.
O
número total de pessoas com fome crônica caiu 17% desde 1990–1992. Se a taxa
anual de declínio se mantiver até 2015, a prevalência da subnutrição poderá
ficar perto daqueles objetivos definidos pela ONU em 2000, mas alcançá-los
"vai requer esforços adicionais consideráveis e imediatos", dizem
ainda os autores do documento.
Na
introdução do relatório, os líderes das agências, José Graziano da Silva (FAO),
Kanayo F. Nwanze (Ifad) e Ertharin Cousin (PAM) deixam o apelo: "Com um
empurrão final nos próximos dois anos, ainda podemos alcançá-lo".
Apesar
dos progressos, o relatório alerta que há diferenças marcadas na redução da
fome. A África Subsaariana fez progressos modestos e continua a ser a região
com a maior prevalência de subnutrição, com uma em quatro pessoas (24,8%)
passando fome.
A
Ásia Ocidental não registou progressos, enquanto o Sul da Ásia e o Norte de
África revelam progressos lentos. O Leste e o Sudeste Asiático e a América Latina
foram as regiões com maiores progressos.
No
Sudeste Asiático, região com os melhores resultados, o número de pessoas com
fome diminuiu de 31,1% para 10,7% desde 1990.
Fonte: Agência Brasil
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