Apesar
de cobrar um dos impostos mais caros do município investimentos do poder
público não são vistos no bairro.
Muitas
idéias e poucas ações. É assim que os moradores da Granja dos Cavaleiros, área
nobre de Macaé, situado bem próximo ao Polo Offshore descrevem a visão dos
governantes em relação ao bairro.
Apesar
de pagar por um dos impostos mais caros do município os moradores dizem se
sentir abandonados quando se trata de investimentos no bairro. O Imposto Sobre
a Propriedade Predial e Territorial Urbana, mais conhecido como IPTU, tem como
objetivo gerar uma arrecadação de verbas para o município, sendo revertido em
melhorias no local, mas aqui esse retorno parece não existir. Enquanto isso,
essa área residencial lida no seu cotidiano com problemas como qualquer outro
bairro da cidade.
O
pequeno bairro cresceu, ganhou força e agora sofre com a expansão imobiliária e
o crescimento desordenado. A estimativa é de que cerca 7 mil pessoas vivam no
local.
Cercado
por aglomeração de empresas especializadas em atividades offshore, o bairro é
conhecido como "setor offshore", onde atende o maior centro de
empresas petrolíferas do Brasil. Por sua vez, o crescimento da atividade
industrial de Macaé resultou em crescimentos realizados em exploração,
desenvolvimento e produção de petróleo e gás. Mas pelo que se vê, o governo não
conseguiu acompanhar o crescimento. A falta de infraestrutura, como saneamento
básico, posto de saúde, segurança e transporte coletivo, tem sido grande
desafio para quem mora ou trabalha no local, onde há cerca de 120 empresas e 30
mil trabalhadores.
Outro
problema apontado pelos moradores é a falta de pessoas que façam a varreção e
capina nas ruas, já quanto ao recolhimento de lixo por caminhões, esse trabalho
existe no bairro. "É muito fácil encontrar terrenos baldios com entulhos e
ferro velho com poças d'água. Temos medo de passar em certos trechos, pois a
onda de assalto no local é constante", comentou outra moradora.
Lixo
espalhado é constante nas ruas do bairro que em alguns pontos se encontram com
esgoto, que corre em alguns pontos do bairro.
Ruas pavimentadas somente no papel
O asfalto da Rua Luiz Carlos Almeida inicia na Universidade Estácio de Sá e vai até a metade do trecho. Os moradores reclamam do estado de abandono com várias crateras e buracos dificultando assim o tráfego de veículos e pedestres. O que chama atenção é que algumas vias (Alameda do Bosque e a Alameda das Pitangas) já constam pela Prefeitura como pavimentadas, situação que podemos comprovar totalmente o contrário. Milhões já foram destinados para a colocação do asfalto nessas ruas, porém o investimento nunca chegou ao seu destino final.
Ruas pavimentadas somente no papel
O asfalto da Rua Luiz Carlos Almeida inicia na Universidade Estácio de Sá e vai até a metade do trecho. Os moradores reclamam do estado de abandono com várias crateras e buracos dificultando assim o tráfego de veículos e pedestres. O que chama atenção é que algumas vias (Alameda do Bosque e a Alameda das Pitangas) já constam pela Prefeitura como pavimentadas, situação que podemos comprovar totalmente o contrário. Milhões já foram destinados para a colocação do asfalto nessas ruas, porém o investimento nunca chegou ao seu destino final.
A
Alameda do Bosque, por exemplo, é de grande importância, pois é considerada um
dos principais refúgios do trânsito da Rodovia Amaral Peixoto, principalmente
nos horários de pico. Em dias de sol, a situação é crítica por conta da poeira.
Quando aumenta o fluxo, por volta das 17h, 18h, os moradores dizem que são
obrigados a trancar a casa toda, em função da grande quantidade de poeira do
barro levantado que entra nas residências, sujando as roupas no varal, caindo
sobre a comida, entre outras situações desagradáveis. Segundo eles, a forte
poeira que é levantada pelos veículos que trafegam pelo local, inclusive de
grande porte, tem gerado muitos problemas de saúde, principalmente em crianças
e idosos.
Durante
visita ao bairro, na tarde da última quinta-feira (5), encontramos o morador
Estevão dos Santos. Ele relata um dos principais problemas do bairro: a falta
de pavimentação das ruas. "É inconcebível que um lugar como este não tenha
infraestrutura adequada. Convivemos entre a poeira e a lama. Se chove, não se
tem como andar. Se faz sol, não podemos secar uma roupa no varal, nem deixar as
janelas abertas por conta da nuvem de poeira marrom que invade as casas. Quase
todas as crianças tem problemas respiratórios por inalarem essa poeira. Em
época de eleições muitos candidatos se lembram do bairro, mas depois esquecem
de vez", contou.
Após muita insistência, mm março de 2102, um grupo de moradores teve acesso ao processo 45.339/2011 de obras de pavimentação, redes de esgoto, águas pluviais e urbanização de diversas ruas nos bairros Granja dos Cavaleiros, Novo Cavaleiros e Vale Encantado. O documento já havia sido licitado e quem venceu foi o consórcio Lugo/Engetécnica na data de 28/12/11 pelo valor de R$ 54 milhões. No dia 01/02/2012 o gabinete do prefeito homologou a licitação e o processo estava na Secretaria de Planejamento aguardando a dotação orçamentária. Um ano e sete meses se passaram, o tempo não parou, mas a realidade do bairro continua a mesma.
Após muita insistência, mm março de 2102, um grupo de moradores teve acesso ao processo 45.339/2011 de obras de pavimentação, redes de esgoto, águas pluviais e urbanização de diversas ruas nos bairros Granja dos Cavaleiros, Novo Cavaleiros e Vale Encantado. O documento já havia sido licitado e quem venceu foi o consórcio Lugo/Engetécnica na data de 28/12/11 pelo valor de R$ 54 milhões. No dia 01/02/2012 o gabinete do prefeito homologou a licitação e o processo estava na Secretaria de Planejamento aguardando a dotação orçamentária. Um ano e sete meses se passaram, o tempo não parou, mas a realidade do bairro continua a mesma.
Lagoa de Esgoto
O problema de lançamento de esgoto em uma área particular, localizada na Estrada Luís Carlos de Almeida, na Granja dos Cavaleiros, já foi noticiado diversas vezes. Em três anos, foram diversas as denúncias apontando o despejo irregular dentro de um terreno cercado pela vegetação, mas nesse tempo, o poder público não tomou nenhuma providência e o crime ambiental continuou ocorrendo de maneira livre.
O problema de lançamento de esgoto em uma área particular, localizada na Estrada Luís Carlos de Almeida, na Granja dos Cavaleiros, já foi noticiado diversas vezes. Em três anos, foram diversas as denúncias apontando o despejo irregular dentro de um terreno cercado pela vegetação, mas nesse tempo, o poder público não tomou nenhuma providência e o crime ambiental continuou ocorrendo de maneira livre.
No
dia 31 de maio do ano passado a equipe esteve no local acompanhada da Empresa
Municipal de Saneamento (Esane) e de fiscais da secretaria de Ambiente do
município (Semma). Na ocasião, os órgãos responsáveis fizeram uma vistoria no
local e se prontificaram em realizar uma ação conjunta a fim de solucionar o
problema, punindo os responsáveis.
Segundo
os moradores, esse despejo irregular vem sendo feito há cerca de três anos por
um condomínio que fica localizado atrás do terreno na Rua Manoel Francisco Nunes.
Durante a visita do poder público, o então presidente da Esane, Marcos Túlio,
falou sobre as providências que seriam tomadas. Ele explicou que o primeiro
passo seria a Semma identificar o foco, notificar e multar os autores do crime
ambiental. A
"lagoa de esgoto" se encontra da mesma maneira que um ano atrás.O que diz a prefeitura
A prefeitura de Macaé informou que assim como outras licitações realizadas até o ano passado o processo ainda está sendo auditado e a definição de um novo cronograma de execução dos trabalhos só será possível após relatório final da auditoria. No entanto, o prazo para a divulgação do relatório final das auditorias não foi informado.
Em relação a capina e coleta de lixo, assessoria de comunicação do governo informou que o trabalho é feito periodicamente, com o lixo sendo recolhido às terças, quintas e sábados a partir das 7h30. Contudo, na próxima semana equipes serão enviadas ao local para reforçar os serviços de capina.
Já
a iluminação, será feita vistoria nos locais informados, na próxima semana, por
equipes da Empresa Municipal de Iluminação Pública (Emip).
Segundo
a prefeitura, o bairro, assim como outros no município estão recebendo estudos
de obras de reurbanização que irão garantir a adequação de ruas, áreas de
lazer, entre outros ampliando a qualidade de vida dos moradores. A má notícia
para os moradores é que assim como nas antigas gestões, o prazo para início das
obras ainda não foi definido.
Fonte:
Bertha Muniz/O Debate

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