Grafiteiros
macaenses representam o município em dois eventos neste final de semana, um em
Brasília e outro em Vila Velha (ES).
A
criativa arte do grafite ganha a cidade, encantando o público com seus belos
desenhos nos diversos espaços públicos. E os artistas macaenses do grafite
atravessam limites territoriais, levam suas artes para outras cidades e mostram
por lá seus trabalhos e seus talentos. Assim, o grafiteiro Felipe Talu, que
pertence ao grupo Culturap, embarca rumo a Brasília,
para participar do Hall Of Fame, evento internacional de Graffiti de Brasília,
que acontece no sábado e domingo (24 e 25).
"Meu
desejo é reencontrar amigos de outras cidades e adquirir novos conhecimentos
relacionados ao graffiti, para conhecer outros artistas e novas técnicas",
declara Felipe, acrescentando que participa deste evento na capital federal
contando com o apoio do vereador Marcel Silvano, que pagou suas passagens.
O
grafiteiro faz questão de ressaltar que Marcel é um dos políticos que mais
apoia a cultura urbana de Macaé, defendendo sempre os direitos dos artistas de
participar e utilizar espaços públicos do município.
Outros
grafiteiros do Grupo Culturap de Macaé também viajam neste final de semana,
para mostrar os seus talentos em terras capixabas. O grupo é composto de
Rogério Magrinho, Fernando Kep, Thiago Muniz, Douglas DG (rap), mais Cove,
Fawe, Kid, Lyn, (graffiti), e diversos skatistas, que participam do evento
Filial Graffiti em Vila Velha (ES).
Recentemente, o grafiteiro Felipe Talu esteve em Recife (PE), participando do Recifusion, evento nacional de Grafitti. Ele já teve outros convites, inclusive um em Curitiba (PA) e em Houston (EUA), mas não pôde ir por falta de patrocínio.
Felipe Talu
Autodidata, Felipe Talu era pichador e desenvolveu-se na arte do graffiti e ganha mundo. Adepto do estilo wild style, a forma mais tradicional do graffite por fazer uma escrita de forma abstrata e colorida, Felipe pinta graffiti em muros e sobre tela, além de realizar trabalhos de computação gráfica. Sua inspiração vem de tudo que vê com relação a escrita. O grafiteiro foi aluno do Ciemh2 e desenvolveu novas técnicas sozinho.
Em
2001, Felipe abandonou a pichação, junto com amigos de escolas, para conhecer
melhor o graffiti. Estudou a arte por meio de revistas e de outras pessoas que
comentavam. Resolveu então buscar conhecimento sobre o assunto e passou a se
dedicar à arte, inclusive pedindo autorização dos proprietários dos muros para
grafitar.
A
partir de 2004 passou a divulgar o graffiti em outras cidades, indo em busca
também de novidades para trazer aos grafiteiros de Macaé.
Metas e desafios
Felipe Talu continua a desenvolver um trabalho especial no graffite. No momento, ele trabalha na área de offshore como profissional do setor de alpinismo industrial. Antigamente ele encarava o graffiti como robe, mas hoje o graffite entrou em sua vida como uma mudança de vida. Felipe aposta que no futuro poderá viver do graffiti, tendo a arte como profissão.
Metas e desafios
Felipe Talu continua a desenvolver um trabalho especial no graffite. No momento, ele trabalha na área de offshore como profissional do setor de alpinismo industrial. Antigamente ele encarava o graffiti como robe, mas hoje o graffite entrou em sua vida como uma mudança de vida. Felipe aposta que no futuro poderá viver do graffiti, tendo a arte como profissão.
Por outro lado, ele espera que as pessoas tenham maior respeito pelo graffiti, e que possam olhá-lo como arte e que não venham mais acontecer fatalidades como a de Yuri Alves, que estava pintando uma casa abandonada e foi assassinado com vários tiros. "A nossa luta é pela valorização dos artistas na cidade, pois Macaé tem muitos talentos que já se destacam no cenário artístico nacional", disse Felipe.
Os telefones de contato de Felipe são (22) 9982-5549 / 9982-1049.
Grupo Culturap
Idealizado pelos grafiteiros Joca e Magrinho, o grupo Culturap começou fazendo rodas de rap nas praças da cidade. Com o tempo foi agregando outras vertentes urbanas, como graffiti e skate, basquete de rua, entre outras. Rodou as praças de Macaé até que foi impedido pela Código de Postura, ficando sem espaço para fazer o movimento. Passaram então a se dedicar exclusivamente ao grafiti e ao rap.
A proposta do grupo é difundir a cultura urbana no município e abolir a discriminação do movimento.
Festival de Cultura Urbana
Felipe Talu conta que uma porta se abre em prol da valorização do movimento. É que está marcado para o dia 7 setembro o Festival de Cultura Urbana, que acontecerá no Parque da Cidade, em homenagem a Yuri Alves. A festa vai constar de uma programação especial de rap, reggae e rock, com três espaços alternativos um para cada ritmo, além de Campeonatos de Skate, de Futebol e um super painel de graffiti com artistas macaenses.
Fonte:
Isis Maria Borges Gomes/O Debate

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!