De
acordo com o professor da UFRJ, Mauricio Molisani, os resultados apontam para
um cenário inicial de degradação da bacia e do estuário do rio.
Na
tarde de segunda-feira, 5 de agosto, o Conselho Municipal de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável (Commads) apresentou o diagnóstico das condições
ambientais da bacia do rio Macaé. O material foi elaborado por profissionais da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) campus Macaé Professor Aloísio
Teixeira. O evento contou com a participação e representantes da COMMADS e
novos conselheiros.
Ao
decorrer da palestra, realizada no Centro Administrativo Luiz Osório (antigo
Hotel Ouro Negro), o professor Maurício Molisani apresentou a coletânea de
trabalhos realizados pelo Núcleo de Pesquisas em Meio Ambiente (Nupem/UFRJ)
sobre o rio Macaé, incluindo as nascentes, foz e região costeira.
O docente destacou as linhas de
pesquisas e apontou os motivos que levaram à realização das pesquisas.
"Nossas linhas de pesquisas foram sobre as medições da quantidade e
qualidade das águas na bacia do rio Macaé e estudos ecotoxicológicos e de
oceanografia sobre aspectos e a qualidade ambiental da foz do rio Macaé. E a
finalidade foi gerar informações para subsidiar ações de gestão ambiental do
comitê de bacias hidrográficas da região VIII, que engloba a bacia do rio
Macaé, além de gerar informações para sensibilizar governantes e realizar
educação ambiental", explicou.
De
acordo com Maurício, os resultados apontam para um cenário inicial de
degradação da bacia e do estuário do rio Macaé e aponta possíveis soluções para
a problemática. "Diferente de outros ambientes que estão degradados há
anos e que necessitam de vultusos recursos para sua recuperação, o caso do rio
Macaé e estuário mostra que com pequenas intervenções, que não necessitam de
importantes recursos financeiros, podemos preservar as condições que ainda são
satisfatórias", disse.
Segundo
a prefeitura, o diagnóstico é um instrumento de gestão e visa atender os
diferentes usuários dos recursos hídricos, buscando promover a recuperação e
conservação dos mananciais, para cumprir um objetivo primordial: garantir água
em quantidade e qualidade para os usos atuais e futuros.
Pesquisas
realizadas recentemente, também por estudantes de mestrados e profissionais da
UFRJ, mostraram que a foz do rio Macaé sofre com poluição gerada por derivados
do petróleo. Os indícios foram detectados por meio de pesquisa de mestrado do
NUPEM-UFRJ / Macaé, por meio da análise de proteínas de bagres da espécie
Genidens genidens.
Outra
pesquisa, também realizada pela universidade, detectou que rio Macaé pode estar
comprometido pela falta de saneamento. O levantamento realizado por
pesquisadores do NUPEM/UFRJ-Campus Macaé, IFF-Macaé, LCA/UENF e Labtox
mostraram indícios do comprometimento da foz do ecossistema. O estudo teve como
principal objetivo avaliar a qualidade ambiental do estuário (foz) do rio Macaé
por meio de ensaios ecotoxicológicos. A avaliação foi realizada utilizando os
sedimentos (solos) do fundo do rio em diversos locais da foz, como a Ilha
Leocádia, a ponte da Barra, mercado de peixe e no mar próximo à praia do Forte.
A
programação contou ainda com a discussão e aprovação do documento base da 3ª
Conferência Municipal de Meio Ambiente de Macaé, que acontece a partir desta
quinta-feira. Os interessados em participar podem obter mais informações e se
inscrever pelo site: www.macae.rj.gov.br.
Fonte:
Juliane Reis/O Debate

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