Pelo texto que segue à sanção presidencial, os recursos dos royalties do petróleo serão divididos na proporção de 75% para a educação e 25% para a saúde.
A Câmara dos Deputados concluiu há pouco a votação do projeto de lei que
destina 75% dos recursos oriundos dos royalties do petróleo
para a educação e 25% para a saúde. O projeto segue agora para sanção
presidencial.
Nas
votações dos destaques, o plenário aprovou simbolicamente o destaque do PMDB
que retirou do texto a regra que estabelecia em 60% o mínimo de óleo excedente
que caberia à União nos contratos de exploração de petróleo da camada pré-sal
no regime de partilha. Os demais destaques que pretendiam retomar o texto
aprovado pelo Senado foram rejeitados.
A
conclusão da votação do projeto de lei dos royalties foi possível
em função de acordos feitos entre as lideranças partidárias e os ministros da
Educação, Aloizio Mercadante, e das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Pelo acordo firmado e aprovado no inicio da noite no plenário, foi mantido
basicamente o texto aprovado anteriormente pelos deputados.
Pelo
texto que segue à sanção presidencial, os recursos dos royalties do petróleo
serão divididos na proporção de 75% para a educação e 25% para a saúde. Em relação
ao Fundo Social do Pré-Sal, ficou estabelecido que 50% do total dos recursos
serão destinados à educação e saúde, na mesma proporção dos recursos dosroyalties (75% e 25%).
“É
uma grande vitória da educação brasileira, do Congresso Nacional, da presidenta
Dilma que foi quem sugeriu, desde o início, essa agenda de vincular 100% dos royalties para a
educação”, disse o ministro Aloizio Mercadante, que acompanhou a votação no
plenário da Câmara. Segundo o ministro, os recursos poderão custear novas escolas,
novos equipamentos e pagamento de pessoal.
Mercadante
também elogiou a retirada dos 60% de exigência para a licitação do Campo de
Libra, que segundo ele, poderia criar um problema uma vez que já estavam
fixados em 40% a contrapartida em óleo. “As empresas vão disputar para ver quem
coloca mais recursos no fundo. Esse dispositivo criaria um problema jurídico,
uma instabilidade. O mais importante é que asseguramos 75% para a educação e
25% para a saúde”, ressaltou.
O
relator da proposta na Câmara, deputado André Figueiredo (PDT-CE), disse que o
texto aprovado poderá mudar radicalmente a educação no Brasil nos próximos dez
anos. Segundo ele, com a manutenção quase total do texto da Câmara todas as
demandas dos movimentos organizados de educação foram garantidas, “que é 50% do
capital do Fundo Social para a educação e para a saúde, em detrimento do que
seriam apenas 50% dos rendimentos do fundo [previsto no texto aprovado pelo
Senado]”.
“Para
os próximos dez anos teremos um aporte no total envolvendo fundo social, royalties, nos
regimes de concessão de partilhas. Teremos aporte de aproximadamente R$ 210
bilhões nos próximos dez anos. No ano que vem aproximadamente R$ 2,8 bilhões,
em uma crescente muito grande com o inicio da exploração do Campo de Libra em
2019, que vai gerar só em 2023 cerca de R$ 80 bilhões”, explicou André
Figueiredo.
Fonte: Agência Brasil

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