Pesquisa divulgada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) diz que
85% dos entrevistados são favoráveis à reforma política.
A maioria dos
entrevistados defende um projeto de lei de iniciativa popular para a reforma. O
Ibope ouviu na pesquisa 1.500 pessoas em todo o país, no período de 27 a 30 de
julho.
Dos
entrevistados, 78% se posicionaram contra a participação de empresas no
financiamento de campanhas. Os participantes também querem mais rigor com as
punições, 90% dos entrevistados são a favor de medidas mais rigorosas contra a
prática de caixa 2.
“O
Brasil precisa urgentemente fazer esse choque de legitimidade política.
Indiretamente, as pessoas estão buscando a reforma política [ao fazer
protestos]”, disse o presidente da OAB, Marcus Vinicius Coêlho.
Na
avaliação dos temas prioritários de propostas, a saúde foi escolhida em
primeiro lugar, seguida pela educação e pelo controle de gastos do governo. A
pesquisa também avaliou qual o melhor formato de eleições proporcionais, para
deputados e vereadores. Apenas 38% são favoráveis à maneira atual, no nome do
candidato. Do total de entrevistados, 56% são favoráveis à instituição do voto
em lista (lista partidária e propostas de candidatos).
O
levantamento foi encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(MCCE), integrado por 51 entidades, entre as quais a Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Após
a onda de manifestações pelo país, iniciadas em junho, o governo federal
sugeriu a realização de um plebiscito para orientar a reforma política, mas a
ideia foi descartada pelo Congresso Nacional, responsável por levar a consulta
adiante. O movimento encabeçado pela OAB, no entanto, coleta assinaturas para
encaminhar projeto de lei de iniciativa popular sobre a reforma política ao
Congresso.
O
projeto prevê o fim do financiamento de campanhas eleitorais por empresas
privadas, limite para doações de pessoas físicas para partidos, eleição para o
Legislativo em dois turnos – no primeiro, apenas escolha de partidos políticos
e no segundo, direcionado para candidatos. O projeto precisa de 1,6 milhão de
assinaturas até 28 de agosto. Segundo a OAB, será a primeira vez que
assinaturas eletrônicas terão validade jurídica em um projeto de iniciativa
popular.
“A
pesquisa serviu para verificar a opinião da população, já que não teve
plebiscito. Queríamos saber se a OAB está mobilizada por algo que a sociedade
quer. Concluímos que a população brasileira quer uma reforma política que
transforme os costumes políticos do país”, destacou Marcus Vinicius Côelho.
Fonte: Agência Brasil

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