A CPI, presidida pelo vereador Paulo Fiorilo (PT), tem prazo de 120 dias para a conclusão dos trabalhos e, pela programação vai ouvir, no próximo mês, os diretores da CPTM, da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e do Metrô.
Em sua terceira reunião, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do
Transporte Coletivo da Câmara Municipal, tomou na última sexta (26) o primeiro depoimento
nos trabalhos que têm o objetivo de esclarecer a composição dos preços das
tarifas do transporte público em São Paulo. Na sessão que começou, no final da
manhã, o diretor de gestão econômico-financeira da SPTrans, Adauto Farias,
explicou aos vereadores que o valor pago pela prefeitura a título de subsídios
cresceu por causa dos benefícios sociais.
“Essa
política é boa para a cidade, mas tem um custo”, disse. Farias ressaltou que o
bilhete integração, que dá direito aos usuários circular pela cidade de ônibus
e depois completar o trajeto em trens do metrô e da Companhia Paulista de Trens
Metropolitanos (CPTU), junto com a gratuidade concedida aos idosos e a
meia-tarifa aos estudantes, implicaram na diminuição da arrecadação.
Diante
disso, segundo o dirigente, a prefeitura teve de elevar os repasses para conter
o desequilíbrio financeiro dos prestadores de serviços no transporte público de
massa. De acordo com a SPTrans, ao longo de 2012, o volume de dinheiro
repassado ao setor atingiu R$ 953 milhões.
Um
dos membros da CPI, o vereador Milton Leite (DEM), queixou-se da falta de tempo
hábil para avaliar o grande volume de informações contidas nos documentos das
planilhas de custos entregue aos parlamentares.
A
CPI, presidida pelo vereador Paulo Fiorilo (PT), tem prazo de 120 dias para a
conclusão dos trabalhos e, pela programação vai ouvir, no próximo mês, os
diretores da CPTM, da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e do
Metrô.
Fonte: Agência Brasil

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