Ação
visa desarticular organização que desviava recursos públicos.
Apurações apontam desvio que pode superar a quantia de R$ 5 milhões.
A
Polícia Federal deflagrou, na madrugada de desta segunda-feira (27), a
"Operação Sertão-Veredas", com objetivo de desarticular organização
criminosa, que desviava recursos públicos de municípios do norte mineiro.
Segundo informações da PF, a ação espera cumprir 45 mandados judiciais, sendo
10 mandados de busca e apreensão, 21 mandados de sequestro de valores, bens
móveis e imóveis e 14 mandados de prisão, dois quais 13 já foram cumpridos. As
apurações apontam um desvio que pode superar a quantia de R$ 5 milhões.
A
operação se estende a municípios situados em três estados: Montes Claros, São Francisco, Itaracambi, Januária, Manga e Janaúba em Minas
Gerais; Vitória da Conquista e Prado, no estado da Bahia e
Guarapari, no estado do Espírito Santo. Participam da operação 100 policiais de
diversas regiões do País.
Em
nota oficial, a PF informa que a quadrilha, formada por empresários, servidores
públicos e agentes políticos, atuantes, principalmente, nos municípios de Januária/MG e Itacarambi/MG, fraudava processos licitatórios,
direcionando as contratações para as empresas integrantes da organização
criminosa. Obras públicas em áreas diversas da construção civil, pavimentação
de vias públicas, manutenção de estradas e de locação de máquinas para a
limpeza urbana não eram sequer fiscalizadas e os servidores públicos envolvidos
no esquema atestavam a sua conclusão mesmo quando incompletas ou inexistentes.
A
nota afirma ainda que as empresas investigadas emitiam notas fiscais frias
sobre trabalhos, que, sequer, teriam sido executados, ou executados em
desacordo com as especificações do projeto. "As verbas desviadas eram,
imediatamente, aplicadas em bens, móveis e imóveis, localizados em outros
estados brasileiros, que eram colocados em nome de outros empresários e de
'laranjas', ligados aos principais membros da organização criminosa".
Foi
determinado ainda, segundo a nota, o quebra do sigilo bancário e fiscal dos
investigados, bem como a indisponibilidade dos bens das pessoas físicas e
jurídicas envolvidas. Os presos responderão por crimes contra a administração
pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro,
dentre outros. Uma vez condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes podem
ultrapassar 30 anos.
Fonte: G1

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