Município
montou um abrigo especial para receber os desalojados.
Secretário de Defesa Civil aponta maior desafio: "Convencer as
pessoas".
A Defesa
Civil de Teresópolis, Região Serrana do Rio, percorreu o Bairro Rosário,
considerado de alto risco para o órgão, nesta quinta-feira (15) e ordenou a
retirada de cerca de 500 pessoas de casa. A medida foi tomada para moradores
das servidões Daniela, Real e Bom Pastor. Nestas localidades, segundo a Defesa
Civil, existe um risco iminente de deslizamento de pedras em caso de chuva
forte.
"Este
bairro é considerado crítico para nós. Nosso trabalho foi de retirar as pessoas
de casas, muitas delas já interditadas desde abril deste ano, e dar
assistência. Montamos um abrigo em uma escola na Rua Pará, no Barroso, que é um
bairro adjacente, para acolher estas pessoas. Algumas informaram que vão seguir
para casa de parentes e outras decidiram ficar. Nosso maior desafio é convencer
as pessoas de que existe um alto risco e que elas precisam deixar suas casas,
não é fácil", disse o secretário de Defesa Civil de Teresópolis, Roberto
Silva.
O Bairro
Rosário tem uma população estimada de 13 mil pessoas e está localizado em um
complexo de regiões de alto risco juntamente com os bairros Pimentel e
Pérpetuo, onde na última terça-feira (13) as sirenes de alerta soaram e
uma casa no Jardim Meudom foi destruída por um deslizamento de pedra, mas o
imóvel já estava interditado e ninguém ficou ferido.
"O
pedido para a população foi feito. Visitamos casa por casa. Fiz questão de ir
pessoalmente na maioria delas. Vamos aguardar a resposta da população agora.
Nosso objetivo agora é batalhar por assistência a todas essas pessoas",
comentou o secretário.
Cidade quer
ampliação do aluguel social
Segundo o
secretário de Defesa Civil, o município vai pedir ao governo do estado para
aumentar o número de famílias beneficiadas pelo aluguel social. Em Teresópolis,
cerca de 2400 pessoas recebem o benefício pago pelo governo estadual. Um gasto
de cerca de R$ 1,2 milhão por mês, somente com Teresópolis.
A
Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos paga o benefício
para cerca de 7.300 famílias cadastradas no programa, nos sete municípios da
Região Serrana atingidas pela tragédia de janeiro de 2011. Até julho deste ano,
o estado já havia gasto mais de R$ 56 milhões com o pagamento do auxílio.
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