Ex-ministro
da Educação venceu José Serra, do PSDB.
No primeiro turno, Haddad ficou em segundo lugar na disputa.
Fernando
Haddad, do PT, foi eleito neste domingo (28) prefeito de São Paulo para os
próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, o petista teve 3.387.720
votos, o que corresponde a 55,57% dos votos válidos, contra 2.708.768 de José
Serra (PSDB) – 44,43%.
A vitória
marca o retorno do PT à Prefeitura da capital paulista oito anos após Marta
Suplicy deixar o comando da cidade. Desde então, se seguiram as gestões de José
Serra e Gilberto Kassab (PSD). Em seu discurso de vitória, o petista disse
que irá derrubar o "muro da vergonha que separa a cidade rica da cidade
pobre". "São Paulo não é uma ilha, não é uma cidade murada,
precisa fazer parceria", disse, referindo-se principalmente ao governo
federal. "Termino a campanha com mais energia, mais vigor e mais
disposição e com ideias renovadas e vamos em frente”, disse.
Haddad, que
tem 49 anos, foi ministro da Educação entre 2005 e 2012, quando licenciou-se
para disputar a Prefeitura de São Paulo. O convite partiu do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, que defendeu a escolha de Haddad em detrimento de nomes
tradicionais do PT, entre os quais a ex-prefeita Marta Suplicy.
Filho de
comerciantes do Bom Retiro, na região central de São Paulo, aos 18 anos Haddad
entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo
de São Francisco. Formou-se bacharel em 1985. Também pela USP, tornou-se mestre
em economia com especialização em economia política em 1990 e doutor em
filosofia em 1996. Foi professor de teoria política contemporânea no
Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Sociais da USP, analista de investimento do Unibanco e consultor da Fundação de
Pesquisas Econômicas (Fipe).
Haddad
também foi chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento
Econômico da Prefeitura de São Paulo na gestão Marta e secretário executivo do
Ministério da Educação. Haddad escreveu os livros "O Sistema
Soviético", "Em Defesa do Socialismo", "Desorganizando o
consenso", "Sindicatos, cooperativas e socialismo" e
"Trabalho e linguagem."
Em 2001,
ele assumiu a chefia de gabinete da secretaria municipal de Finanças na gestão
da prefeita Marta Suplicy. Dois anos depois, tornou-se assessor especial do
ministro do Planejamento, Guido Mantega.

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