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| Parte frontal e parte posterior do fóssil estudado. |
Pesquisa
publicada na 'Science' analisou ossos dos ombros de hominídeo.
Fóssil foi comparado a macacos, humanos e outros ancestrais do homem.
Pesquisadores
da Academia de Ciências da Califórnia e da Universidade Midwestern, ambas nos
Estados Unidos, analisaram ossos dos ombros de um dos mais conhecidos
ancestrais do homem moderno, o Australopithecus afarensis. O estudo sugere
que, apesar de bípedes, os hominídeos costumavam escalar árvores com
frequência, com estilo de vida parcialmente arbóreo.
A pesquisa
foi publicada no site da revista "Science" na última quinta-feira
(25). Por muito tempo, o Australopithecus afarensis foi considerado o
ancestral mais antigo do homem. A ossada mais famosa deste hominídeo foi
descoberta na década de 1970 e ficou conhecida como "Lucy".
O fóssil
estudado desta vez é conhecido como "Selam", fêmea de Australopithecus
afarensisque viveu há cerca de 3,3 milhões de anos, segundo os cientistas. Os
ossos dos ombros foram mapeados e digitalizados para facilitar a análise. Eles
foram comparados com ossos de outros ancestrais do homem, como o Homo
ergaster, o Homo floresiensis e com vários primatas, como gorilas e
chimpanzés, além de seres humanos.
Especificamente
o local de encaixe para a articulação do ombro do Australopithecus
afarensisapontava para cima, sinal de que eles eram escaladores, dizem os
cientistas. A característica também é encontrada nos ossos dos macacos, mas não
não acontece nos humanos. Em nossa espécie, o local de encaixe está voltado
para a lateral, segundo os pesquisadores.
Além de
subir em árvores, característica que aproxima o hominídeo dos macacos atuais, o
estudo mostra que a anatomia dos ossos dos ombros do Australopithecus
afarensis era similar na juventude e na fase adulta, sinal encontrado
ainda hoje em espécies de primatas.

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