Principal pré-requisito para o trabalho de capelania é a capacitação no curso de 20 horas de aulas teóricas e 70 horas de aulas práticas.
Pessoas de todas as religiões são capacitadas para prestar assistência no Hospital e Pronto-Socorro Municipais
Um trabalho voluntário que traz conforto e esperança para os enfermos vem mostrando excelentes resultados em Rio das Ostras. É o serviço de capelania e assistência religiosa do Hospital e Pronto-Socorro Municipais. Na última segunda, dia 19, mais doze pessoas passaram a integrar o grupo depois que receberam o certificado de um curso de capacitação na área.
“O discurso de todos os voluntários é ecumênico, universal, de amor e fé, respeitando a crença de todas as religiões”, explica o capelão João Damasceno, guarda municipal.Damasceno informa que o principal pré-requisito para o trabalho de capelania é a capacitação no curso de 20 horas de aulas teóricas e 70 horas de aulas práticas.
O curso orientou os voluntários sobre as técnicas de abordagem do paciente, ética, moral, comportamento, o ambiente hospitalar e seus cuidados. Além da capelania hospitalar, abordou ainda conhecimentos sobre capelania prisional e militar.
Em fevereiro, outro curso de capelania será ministrado no Hospital Municipal de Rio das Ostras. Atualmente, 46 voluntários já se inscreveram para participar e se habilitar a prestar atendimento religioso.
A Capelania foi idealizada por dois guardas municipais da Secretaria de Ordem Pública e Controle Urbano e implantada no município no ano passado, quando seis pessoas também participaram de um curso de capacitação. “É muito gratificante sentir que simples palavras oferecem conforto e esperança a uma vida que está num leito”, complementa o capelão Damasceno.Para o subsecretário de Ordem Pública, Túlio Nogueira, o trabalho é louvável, uma vez que se trata de uma “dedicação voluntária, que gera conforto às pessoas enfermas”
O diretor administrativo do Hospital Municipal, André Louback, que também é o coordenador do curso de Capelania, informa que para a visitação religiosa é necessário um credenciamento na própria unidade de saúde. “Cada instituição religiosa deve indicar seus visitadores. Atualmente, 50 igrejas estão credenciadas. Todas as que tiverem interesse, podem se credenciar”, diz.

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