Uma dupla montada no cavalo tem que derrubar o boi, segurando o animal pelo rabo.
Em Itaperuna existem cerca de 100 famílias nordestinas e essa vaquejada acontece todos os anos, sempre entre os meses de julho e agosto.
A tradição nordestina virou mania no Noroeste Fluminense. Em Itaperuna, os vaqueiros tomam as pistas na tentativa de capturar o gado. Para isso, mostram habilidade e coragem em um tipo de esporte perigoso, cheio de adrenalina: a vaquejada.
A vaquejada é uma espécie de competição. Uma dupla montada no cavalo tem que derrubar o boi, segurando o animal pelo rabo. E ele deve cair entre duas linhas, que são marcadas na areia. Essa atividade nasceu no Nordeste do Brasil. Mas a equipe de reportagem da INTER TV não precisou viajar tanto assim para encontrar os vaqueiros. Existem muitos em Itaperuna, no Noroeste do estado do Rio, você acredita?
Em Itaperuna, a vaquejada, aos poucos, vai ganhando espaço e atrai atletas de várias partes do Brasil: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, etc. Na pista tem espaço para todo mundo, desde que se tenha coragem de enfrentar o touro. Um criador de cavalos que veio de Governador Valadares, em Minas Gerais disse que vaquejada é com ele mesmo. Mas ficar tanto tempo assim longe de casa é preciso de, no mínimo, um pouco de conforto. Para isso o pecuarista Leandro Ferreira deu um jeito. Ele equipou todo o caminhão com ar condicionado no quarto, banheiro, cozinha com TV, etc. Um investimento de cerca de R$ 130 mil. Uma brincadeira cara. Os cavalos são, em sua maioria, da raça Quarto de Milha, por ser mais dócil e veloz. E custam entre R$ 30 mil e R$ 500 mil.
Mas a pergunta fica no ar: como uma tradição lá do Nordeste foi parar em Itaperuna? Essa pergunta tem que ser feita ao empresário Valmir Dias, um cearense arretado, que chegou nessas terras na década de 80. A saudade de casa apertou e aí surgiu a ideia de realizar algo que matasse essa saudade e trouxesse um pouco da cultura nordestina para cá. Uma cultura que contagia e atrai famílias para dançar.
Em Itaperuna existem cerca de 100 famílias nordestinas e essa vaquejada acontece todos os anos, sempre entre os meses de julho e agosto.

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